Maquiagem nas contas do Corinthians é escandalosa, mas Conselho Fiscal aprovou

O Conselho Fiscal do Corinthians aprovou as contas do clube relativas ao ano de 2022, com irreal redução de dívida: de R$ 912 milhões para R$ 910,5 milhões.
Ínfimo R$ 1,5 milhão: menor do que o salário mensal pago a Vitor Pereira.
São membros do CF: o presidente João de Oliveira (ex-funcionário de gabinete do então deputado federal Andres Sanches e advogado de André Negão), além de Fábio Eduardo Pieroni Lopes, Warlei dos Santos e Alexandre Silveira Palhares.
Muitas variantes foram ocultadas no relatório final.
Segundo balanço apresentado pelo Arena Fundo FII, gestor das contas do estádio de Itaquera, o Timão deixou de repassar R$ 60 milhões em rendimentos da Arena; ou seja, os valores, indevidamente, estão contabilizados no Corinthians.
Somente neste item, a redução de dívida transforma-se em acréscimo de R$ 58,5 milhões.
O clube tem utilizado, nos últimos anos, dinheiro dos ingressos que, obrigatoriamente, deveriam ser repassados à CAIXA, em ‘conquista’ de carência que impactará na gestão do próximo presidente.
O prazo para voltar a pagar as parcelas iniciar-se-á em março de 2024.
Tirando as despesas, o Timão embolsa R$ 40 milhões anuais provenientes do estádio; sem esse dinheiro, que deveria estar sendo guardado para amortização de juros, o acréscimo da dívida seria de, aproximadamente, R$ 98,5 milhões.
Nos próximos anos a soma não estará disponível.
Diferentemente dos fantasiosos R$ 910,5 milhões apresentados, a pendência real do Corinthians, acrescidas estas informações, beiraria a casa do R$ 1 bilhão.
Conta básica, de fácil checagem, sem incluir outras maquiagens, ou traquinagens, como o desperdício de dinheiro no departamento de futebol.
É certo que os conselheiros fiscais possuem estas e outras informações, assim como os conselheiros de CORI e do Deliberativo, que serão os próximos a, sem maiores controvérsias, dizerem ‘amém’ à imoralidade.
A herança do próximo presidente do Corinthians, seja ele qual for, não será nada fácil de administrar.
