Extrato parcial do rombo da gestão Andres Sanches no Corinthians

O programa ‘Donos da Bola’, do apresentador Neto, provavelmente fomentado pelo diretor jurídico do Corinthians, Herói Vicente – as ações de ambos, dizem, seriam sempre combinadas, revelou, parcialmente, o rombo gerado pelas contratações da administração Andres Sanches.

Duílio ‘do Bingo’, que sucedeu a gestão, mantendo hábitos e parceiros comerciais, foi poupado, apesar dele ter figurado como diretor de futebol do período retratado.

45 jogadores foram contratados a custo de R$ 154 milhões; destes, apenas R$ 26 milhões teriam sido recuperados com vendas.

Prejuízo de R$ 128 milhões.

A conta retrata apenas ínfima parte do infortúnio alvinegro.

Não foram listados, por exemplo, os pagamentos de comissões a agentes de jogadores, que, se calculados em 10% (há diversos casos em que o Corinthians chegou a pagar 30%), acrescentariam R$ 15,4 milhões ao levantamento.

Sem contar outras facetas, como, por exemplo, o pagamento de quase R$ 1 milhão mensal a Luan sem que ele fosse utilizado na maior parte do contrato, ou de valor semelhante a Paulinho, sob promessa de ajuda da golpista TAUNSA.

Deixaram de ser contados, também, os jogadores que chegaram ao alvinegro sem contrato, ou seja, apresentados como ‘custo zero’, porém credores de pagamentos de luvas milionárias, embutidas em salários e direitos de imagem.

A matéria do ‘Donos da Bola’, incompleta, mas com números verdadeiros, trata-se de nítida, e provavelmente ineficaz, pressão contra o grupo ‘raiz’ da chapa Renovação e Transparência, que trabalha, com aparente apoio de Sanches, o nome de Andre Negão como postulante à presidência do clube.

Herói almeja a permanência no poder e sonha, se não com sua própria candidatura – quase inviável, com a escolha de nomes que não lhe tenham rejeição, contando, ainda, com a adesão do grupo ‘Preto no Branco’, formado por situacionistas que, por razões diversas, não querem Negão como candidato.

Neste xadrez político, Neto é mero peão, ressonante nas mídias sociais, mas com pouquíssima importância dentro do clube – local em que, de fato, as eleições são decididas.

O fogo-cruzado do grupo de Situação é acompanhado com atenção pela oposição, pois chancela os terríveis números, antes negados, que levaram o Corinthians a dever quase R$ 2 bilhões (clube e estádio) com a ajuda do ‘esquecido’ Duílio ‘do Bingo’.

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