Descaso do São Paulo com Futebol Feminino indica desconexão da gestão com a realidade

O triste relato de Formiga, entre as maiores jogadores de futebol feminino de todos os tempos, do descaso do São Paulo com o departamento de futebol, e também o desrespeito a que foi submetida quando sugeria modificações, é mais um retrato que define bem a desconexão da gestão Tricolor com a realidade.
Enquanto o mundo civilizado caminha para igualar direitos e deveres das mulheres com os dos homens, incluindo, a olhos nus, a valorização comercial, e esportiva, do esporte mais importante do planeta, o São Paulo trata o assunto com absoluto descaso.
Casares, o presidente do Marketing, demonstra, há tempos, o quão é incompetente na gestão, até mesmo no que vendia como sua especialidade, que seria a de elevar a imagem Tricolor no mercado.
Não só o São Paulo, midiaticamente, está na lama, como sua situação esportiva, financeira e moral.
Relatos como o de Formiga, que expõem incompetência e desrespeito, existem aos montes nos bastidores da agremiação, mas nem todos repercutem com a mesma potência do que é contado por um mito do esporte.
Muita gente sofre calada no São Paulo.
Os que ousaram contestar, inclusive com documentos, as diversas imoralidades, foram perseguidos por um conluio entre gestão e conselho, e expulsos, sem que tivessem sequer direito a ampla defesa.
O São Paulo, que era tratado como modelo de gestão, ainda que não fosse perfeita, é agora um feudo de espertalhões que precisam do clube para sobreviver, ainda que, para tal, estejam condenando a fonte de recursos à insolvência e a pequenez esportiva.
