Investigado pela PF, conselheiro do Corinthians utiliza a neta, menor de idade, em transação suspeita

Ex-candidato a Presidente do Corinthians, conselheiro vitalício do clube, dono do site ‘futebol Interior’, mal afamado como ‘Portal da Propina’ – adjetivação que consta em ação judicial, Edgard Soares enfrenta problemas com a Polícia Federal, que o investiga, e a alguns de seus familiares, sob suspeitas diversas, quase todas ligadas ao bolsonarismo.
Muitos milhões, segundo a CPI do COVID e também a ‘Operação Faraó’, teriam entrado nos bolsos dos Soares em condições pra lá de suspeitas.
Recente busca e apreensão no seio da família deverá esclarecer as questões.
Em meio aos negócios com o Governo Bolsonaro, Edgard Soares realizou estranha transação imobiliária, novamente, no Vale do Paraíba, na cidade de Tremembé, reduto em que parece sentir-se confortável.

No dia 14 de junho de 2021, através da ‘G8 – Realizações Imobiliárias EIRELLI’, da qual é proprietário único, o cartola adquiriu, no Lote 59, Quadra D, do ‘Residencial Quadra do Visconde’, um terreno de 351,25 m².
Segundo avaliação imobiliária, consultada pelo blog, o valor deste bem, que é situado em condomínio fechado, cercado de casas luxuosas, com piscina, entre outras facilidades, seria de aproximados R$ 330 mil.
No documento, o valor discriminado foi de apenas R$ 40,6 mil.
Não houve, oficialmente, valores envolvidos.
Segundo a documentação, tratou-se de repasse de percentual de imóvel a que Soares teria direito após retirar-se da Morada do Visconde Empreendimentos, da qual foi um dos fundadores.


Pouco mais de duas semanas após, em 30 de junho de 2021, Edgard Soares, através da G8, registrou a venda do imóvel para sua neta, M. L. S. M., menor de idade (03 anos à época), de quem afirma ter recebido – através dos país, em espécie, R$ 30,3 mil.
R$ 10,3 mil abaixo do valor avaliado na transação original, R$ 320 mil a menos do preço comercial.
Pelo documento de ‘compra e venda’, a menor M. L. S. M. ‘declarou’ que os recursos para a compra do imóvel foram originários de ‘doação’.




Estas e outras transações suspeitas dos Soares, segundo informações, estariam sendo avaliadas pela Polícia Federal.
Não seria a primeira vez que Edgard Soares colocaria seus próximos em situações complicadas, como comprova o recente indiciamento do próprio filho, Edgarzinho, no âmbito da ‘Operação Faraó’, assim como teria acontecido, no passado, com a própria mãe, que depois de morta teve o nome utilizado para suposta ONG que, semanas atrás, teve site retirado do ar.
Se comprovada ilegalidade, a utilização de uma neta de apenas 03 anos nos negócios a família, porém, superaria quaisquer limites.
Em meio a tantos problemas, Edgard Soares, como de hábito, deverá participar do período eleitoral do Corinthians, para, através do clube, buscar novos meios de sustento familiar.
