Ação contra patrocinador revela caos administrativo do Corinthians

Em 2022, o Corinthians ingressou com ação judicial contra a empresa ‘Maratona Virtual’, a quem cedeu a utilização da marca do clube para venda de corridas de rua.
O acordo previa o pagamento de R$ 24 mil e percentual pelo faturamento.
A ‘Maratona’ nunca prestou contas e ainda ficou devendo as parcelas finais.
Mesmo com o contrato encerrado, a empresa seguiu promovendo corridas com os símbolos alvinegros.
Na última semana, o Corinthians, apesar de vencer a ação, passou vergonha.
O clube não conseguiu indicar o endereço do parceiro.
No mérito, a Justiça não reconheceu a cobrança de royalties, porque, segundo a Sentença, era obrigação do Corinthians manter consigo apuração de quanto lhe era devido pela ‘Maratona Virtual’:
“Relativamente à apresentação de relatórios e cobrança de Royalties o pedido não pode ser conhecido”
“De fato, o procedimento adequado para apuração de haveres é o descrito no art. 550 do CPC, que prevê rito próprio para apuração de haveres”
“Logo, falta interesse de agir ao autor no que tange à apuração de haveres, por impropriedade do meio empregado”
Descontrole que, talvez, possa estar ocorrendo nos diversos contratos em que o Corinthians, ao que parece, deixa apenas a cargo do parceiro a contabilidade que deveria ser checada pelos dois lados.
Por fim, a ‘Maratona’, quando for encontrada – ainda não foi – terá que pagar ao Timão apenas R$ 6 mil, equivalentes aos R$ 4 mil do calote corrigidos monetariamente.
