Em 23 dias, Corinthians perdeu mais de R$ 3 milhões em manobra que beneficiou Fernando Garcia

Andres Sanches, Fernando Garcia e Paulo Garcia

De 2019 até o final de 2022, o atacante André Luiz mantinha vínculo com o Corinthians, desde que o clube de Parque São Jorge o retirou da Ponte Preta.

Os direitos econômicos dividiram-se 50% para o Timão e os demais 50% para o Cianorte.

Nos bastidores, comenta-se que o percentual da equipe paranaense seria, efetivamente, de propriedade do agente Fernando Garcia, que, não à toa, é agente do atacante.

Nesse meio tempo, o Corinthians realizou dois empréstimos de André para equipes coreanas, mas os caixas de Parque São Jorge nunca viram a cor do dinheiro.

As alegações oficiais foram de calote.

Não há, porém, reclamação judicial para cobrança das quantias, que girariam em torno de R$ 5 milhões.

Dentro desse contexto, bem estranho, há treze dias, André deixou de pertencer ao Corinthians e foi levado, pouco antes do término do contrato, sem custos, para o Cuiabá, que possui forte ingerência não apenas de Garcia, mas também de Oliverio Junior, assessor de Andres Sanches e Kia Joorabchian; é grande o número de atletas do Timão que tem aportado por lá.

Para que essa manobra fosse viabilizada, o alvinegro cedeu metade de sua parte (25% no geral) para os cuiabanos, permanecendo com os demais 25%, com os outros 50% ainda do Cianorte (Garcia).

Eis que, ontem, coincidentemente uma equipe coreana aceitou pagar R$ 13 milhões por André Luiz.

Em vez de quase R$ 7 milhões, o Corinthians receberá apenas pouco mais de R$ 3 milhões.

O Cuiabá, que não pagou nada, em 13 dias, lucrou os outros R$ 3 milhões e pouco.

Enquanto isso, o Cianorte levará o restante.

Costuma haver algo de podre em caminhos percorridos por Fernando Garcia, Olivério Junior e seus associados alvinegros, mas, frequentemente, não tão escancarado como agora.

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