Ana Moser acerta ao rechaçar esportes eletrônicos

Em entrevista ao UOL, ao ser questionada sobre o comportamento do Ministério a respeito dos esportes eletrônicos, Ana Moser, como se complementasse, nos tempos de Seleção Brasileira, um levantamento ‘na medida’, não titubeou:
“O esporte eletrônico é uma indústria de entretenimento, não é esporte”
“O atleta de esports treina, mas a Ivete Sangalo também treina para dar um show e ela não é um atleta, ela é uma artista que trabalha com entretenimento.”
Foi a melhor definição sobre este assunto que li até o momento.
Os esports, além disso, servem, por conta da facilidade maior em manipular resultados, aos interesses de sites de apostas, que ganham milhões retirados de viciados que se aventuram na imprevisibilidade.
Triste é constatar que o estádio do Pacaembu, de tantas histórias esportivas, foi destruído para abrigar, como bem disse a Ministra, este tipo de ‘entretenimento’, que tenta se confundir com esporte para, entre outras coisas, embolsar verbas públicas destinadas a atletas.
Alicerçada na independência e coragem de quem não está na vida pública para enriquecer, Ana Moser, de cara, mostrou o cartão vermelho, defendendo, preventivamente, os interesses dos que, efetivamente, sobrevivem de práticas esportivas.
