Ainda obscura, venda de Endrick escancara má gestão do futebol brasileiro

O Palmeiras, através de madame Leila Pereira, anunciou a venda do jovem Endrick ao Real Madrid, antes mesmo dele superar a idade de jogador juvenil.

A cartola disse que seria a maior transação da história do futebol brasileiro.

R$ 407,7 milhões.

Há controvérsias e também muita coisa a ser explicada.

Se faz necessário saber, de fato, que valor o Palmeiras realmente receberá e em que condições isso se dará.

Falamos, evidentemente, da realidade, ou seja, a quantia que não depende de metas a serem atingidas.

É maior do que a multa contratual? Será paga em parcelas? Tem percentual de jogador no meio do jogo? Muitas são as especulações que Leila, sabe-se lá por quais razões, não quer responder.

Parte deste montante, quase R$ 100 milhões, entrará nos cofres da CREFISA, credora alviverde.

À vista ou a prazo?

Quem receberá comissão e quais os valores acordados?

O comissionamento atinge também os variáveis de produção?

Um dia saberemos.

Certezas apenas as que elencaremos a seguir.

Leila assinou venda da qual é uma das principais beneficiárias; os demais serão os agentes de atletas e cartolas co-ligados.

A vítima maior é o futebol e a história do Palmeiras.

Em sendo verdade o que o Palmeiras insinuava, ou seja, cofres cheios e arrecadações milionárias, retirar de seu torcedor a oportunidade de ter em campo, por mais alguns anos, aquele que prometia ser dos melhores jogadores da história do clube, é perda inestimável.

Seria aceitável apenas, mas, ainda assim, lamentável, se os credores estivessem às portas pedindo a falência alviverde.

Não é o caso.

A venda de Endrick ao Real Madrid, nas condições e tempos conhecidos, retrata não apenas a má gestão do Palmeiras, mas também de todo um sistema que assombra nosso futebol, responsável pelos fracassos contínuos em campeonatos relevantes.

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