Escolha correta, Fernando Lázaro não terá vida fácil no Corinthians

Absolutamente correta, sob diversos aspectos, a escolha de Fernando Lázaro como treinador do Corinthians.
Trata-se de profissional competente, estudioso e de ótimo trato com a boleirada.
Além disso, o custo inicial de seus vencimentos se enquadra exatamente na necessidade do Timão de estancar altíssimos salários pagos, recentemente, a profissionais medianos do mercado.
A escolha agradou, inclusive, a oposição alvinegra.
Pelo twitter, o ex-vice-presidente Roque Citadini escreveu:
“Tenho grande respeito e estima pelo Fernando”
“Fui eu, quando vice de futebol, creio que em 2002, que o contratei”
“O Parreira, o Tite e o Geninho elogiavam muito seu trabalho”
“Desejo que seja feliz como técnico”
Nas ocasiões em que assumiu como interino, Fernando Lázaro conseguiu mais de 90% de aproveitamento; agora, pela primeira vez efetivado, espera-se que realize bom trabalho.
Porém, o filho do espetacular Zé Maria precisará manter-se alerta.
O que se comenta nos bastidores é que Duílio foi pressionado a colocá-lo no cargo não apenas por conselheiros, mas também pela complicada situação financeira alvinegra.
A diretoria não poderá soltar as mãos dos agentes de jogadores que mantém, há anos, negócios no alvinegro.
Eis o desafio maior de Fernando.
Conviver em meio ao pântano sem que seja contaminado.
Nesse contexto, por óbvio, terá que fechar os olhos para algumas espertezas – impossível permanecer no cargo, neste Corinthians, sem fazê-lo -, não cair em tentação e focar apenas no trabalho dentro de campo.
Apesar de ter assinado contrato até o final de 2023, é voz corrente que o Paulistinha definirá seu destino.
Se tudo correr bem, permanecerá.
Do contrário, Duílio e seus companheiros ganharão força para retomar a política de gastos com treinadores ‘apadrinhados’, caros e espertos.
