Bernd Neuendorf dá exemplo ao descumprir determinações da FIFA e não beijar as mãos de Infantino

Enquanto quase a totalidade das Confederações, como cordeiros assustados, seguiram as determinações da FIFA de que haverá punições aos que ‘ousarem’ protestar a favor dos Direitos Humanos e contra a homofobia da Copa do Qatar, Bernd Neuendorf, Presidente da Federação Alemã, agiu diferente.
A Alemanha, segundo o cartola, não será silenciada:
“Dizer que o assunto dos direitos humanos não deve ser pauta, que temos que nos concentrar apenas no futebol, é algo que nos irritou bastante e nos perturbou”
“Não estamos falando de uma declaração política que pode ser entendida de uma forma ou de outra. Estamos falando de direitos humanos, que são universais e obrigatórios em todo o mundo”.
“Não é um posicionamento político, é um posicionamento a favor dos direitos humanos. Eu estaria bastante preparado para aceitar uma multa, se for o caso”.
A Copa de 2022 é, de longe, a mais sangrenta, com dezenas de mortes de trabalhadores em regime de semi-escravidão, corrupta, desumana e preconceituosa da história.
Em março de 2023, Gianni Infantini será candidato único a mais uma reeleição da FIFA.
O Brasil está entre os que lhes beijarão as mãos.
Novamente dando exemplo, a Alemanha, através de Neuendorf, declarou que não apoiará a candidatura:
“O fato é que muitas associações já manifestaram seu apoio ao atual presidente Gianni Infantino. No entanto, com esta decisão (de não apoiar), queremos expressar que temos um compromisso mais claro por parte da Fifa com os direitos humanos e um maior engajamento nas questões humanitárias”
“A Alemanha espera processos decisórios transparentes na Fifa e mantém suas reivindicações para a criação de um fundo de indenização para os familiares dos trabalhadores que morreram ou ficaram feridos nas obras da Copa do Mundo”
Enquanto os alemães falam sério, Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF que é comandado por Reinaldo Carneiro Bastos, se diverte como chefe de delegação – cargo absolutamente irrelevante -, na Copa que Ricardo Teixeira, segundo relatos, teria embolsado para apoiar.
