Cai a máscara de Demétrio Magnoli

O jornalista Demétrio Magnoli, em sua coluna na FOLHA, absolutamente contrariado com o favoritismo eleitoral de Lula, argumentou que não divulgaria seu voto em respeito ao leitor.
É o procedimento padrão da aposta envergonhada em Bolsonaro.
Sintoma de repulsa pela possibilidade de um líder popular chegar ao posto que considera adequado a alguém mais conservador.
Seria lícito esconder o voto, porém, para sustentar a análise, Magnoli desqualifica a inteligência de seu leitor:
“Um candidato é um produto no mercado da política –num certo sentido, como uma marca de sabonete é um produto no mercado da higiene pessoal”
“Não divulgo meu voto e não solicito que leitores votem em alguém pelo mesmo motivo que não faço publicidade de outras mercadorias”
Comparar, como o fez, em abordagem que flerta com a canalhice, o posicionamento em defesa da Democracia de colegas de profissão, que é do que se trata estas eleições, com ‘merchan’ de sabonete, é abdicar da realidade em socorro da própria covardia.
Este período triste da história nacional, que começará a ser superado amanhã (30), apesar do enorme sofrimento, serviu, ao menos, para que muitos revelassem a verdadeira face.
