CBF e FPF saíram impunes do lamaçal da ‘Máfia do Apito’

Por conta do notório escândalo da Máfia do Apito, quando o ex-árbitro Edilson Pereira de Carvalho se vendeu para apostadores esportivos e gerou a anulação, em 2005, de onze rodadas do Brasileirão, CBF e FPF foram condenados a pagar, em ação promovida pelo MP-SP, indenizações milionárias aos cofres públicos.

A sentença, de 2011, estipulou R$ 160 milhões para a Casa Bandida e R$ 40 milhões para a Federação Paulista.

Tempos depois, a quantia, em decisão do TJ-SP, caiu para R$ 20 milhões e R$ 4 milhões, respectivamente.

Como impunidade pouca é bobagem, no final de 2020, o STJ decidiu que as entidades não precisariam pagar mais nada a ninguém.

O MPF recorreu e a sentença foi mantida.

É pouco provável que a presença, frequente, de Ministros, desembargadores, juízes e promotores nos fétidos camarotes da cartolagem tenha influenciado no resultado.

Com o trânsito em julgado, a FPF, que teve como advogado na causa o ilibado Carlos Miguel Aidar – expulso do São Paulo por suspeita de corrupção – inseriu em suas prestações de contas, assinadas pelo ex-diretor de finanças do Corinthians, Emerson Piovesan, quase em tom de comemoração, a reversão do provisionamento (R$ 10,3 milhões) para a despesa.

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