‘Tigrão’ diante dos pobres, Corinthians é ‘Tchutchuca’ da TAUNSA

Em janeiro de 2022, Corinthians e TAUNSA, sob promessa de grande aporte financeiro, iniciaram parceria com direito a exposição da marca da empresa em todas as mídias do clube, inclusive no estádio de Itaquera.
O Timão nunca recebeu um centavo.
Junta-se ao prejuízo, financeiro e de imagem, a contratação do jogador Paulinho, a custo de quase R$ 1,5 milhão mensal, pressionada pelos agentes do negócio, Kia Jooranchian e Andres Sanches, mas justificada ao torcedor sob promessa de custos inteiramente absorvidos pela empresa.
Ou seja, além do patrocínio, e das indenizações morais óbvias, a TAUNSA deve ao Corinthians milhões de reais pela promessa, amplamente documentada por vídeos e exposições em redes sociais, descumprida.
Apesar disso, a empresa recebe tratamento VIP da diretoria alvinegra.
Existe – basta pequena busca no site do TJ-SP – quase uma centena de ações judiciais promovidas pelo Corinthians contra pequenos comerciantes, inclusive camelôs, que ‘ousaram’ ganhar o pão vendendo produtos com a marca do clube.
Não se discute a iniciativa de processo, mas o ímpeto, quase implacável, contra os que provocaram muito menos prejuízo ao Timão.
Enquanto os comerciantes, que provavelmente, não pagaram comissionamentos a cartolas, tiveram lojas fechadas, contas e bens bloqueados para atender aos interesses do Corinthians, a TAUNSA, que deve milhões ao clube, nove meses após o evidente golpe, nunca foi processada.
Por que?
Pergunta que os cartolas do Corinthians, nas raríssimas vezes em que são questionados, não respondem.
O mistério só não é maior do que a origem da renda do presidente Duílio ‘do Bingo’ e da possibilidade, talvez geradora da ineficiência jurídica do Timão, de cartolas alvinegros terem, de alguma maneira, se beneficiado no negócio.
