Demissão de herói do Ninho do Urubu é simbólica no Flamengo

Em fevereiro de 2019, 10 garotos morreram carbonizados no Ninho do Urubu, sede das categorias de base do Flamengo.
Estavam alojados não em quartos, mas em inadequados contêineres.
Rodolfo Landim era o Presidente e boa parte da diretoria ainda é a mesma.
Nunca foram punidos.
De lá para cá, familiares das vítimas foram ‘convencidos’ a aceitarem indenizações indignas, e os cartolas utilizaram o clube para amparar o Governo Bolsonaro, também ligado a várias mortes.
Dentro dessa triste realidade, a cartolagem expulsou do rubronegro um dos poucos que são lembrados com honra diante da famosa tragédia.
A demissão, sem justa causa, do segurança Benedito Ferreira, responsável por invadir os conteiners e resgatar diversos jogadores da morte certa, é simbólica no Flamengo.
Em Nota Oficial, o clube disse:
“O Benedito não foi demitido por nada que tenha feito. Não existe um motivo especial. Apenas seus serviços não estavam mais sendo necessários às demandas internas do clube”
Afirmações que parecem tão verdadeiras quanto os depoimentos de Landim nas apurações do Ninho do Urubu e as aparições de Bolsonaro, ao lado do lambe-botas, vestindo o manto flamenguista.
