Justiça reitera que São Paulo deve apresentar documentos a ex-conselheiro perseguido

Desde que Julio Cesar Casares assumiu a presidência do São Paulo, iniciou-se procedimento de perseguição a opositores com processos viciados que resultaram em suspensões e até expulsões avalizados pela conivência do Conselho Deliberativo.
A Justiça, aos poucos, está derrubando todos eles.
Entre as vítimas está o ex-conselheiro Denis Ormrod, que havia conquistado o direito de acesso a todos os contratos do clube.
Aproveitando-se do impasse interno gerado pela perseguição, o São Paulo ingressou com recurso para obstar a decisão judicial, alegando que Denis era ex-conselheiro e também ex-associado, e que, por conta disso, estaria impedido de verificar a documentação.
A 3ª Vara Cível, corretamente, indeferiu o pedido.
Deixou claro que a sindicância que afastou Ormrod está sub-judice e que o pedido era cabido pois efetivado à época do legítimo exercício de suas atribuições.
O São Paulo terá 30 dias para apresentar os documentos sob penalização de R$ 1 mil diários limitados, por enquanto, a R$ 300 mil.
Estão incluídas na demanda informações relativas às transações envolvendo a contratação dos atletas Daniel Alves da Silva, Juanfran Torres Belén, Raniel Santana de Vasconcelos, Diego Santos Gama Filho, Marcos Vinicius Silva Calazans, William Roberto de Farias, Everton Felipe de Oliveira Silva, Anderson Luiz de Carvalho, Jean Paulo Fernandes Filho, Eder Gabriel Militão, Marcos Robson Cipriano, Gabriel Sara e Welker Marçal Almeida, bem como às relacionadas ao coordenador técnico Vagner Carmo Mancine e às firmadas com “Grupo Actio” e “ESC Fonseccas Segurança EIRELI”, além de relatórios sobre o fluxo de caixa do clube e ata integral, retificação de ata e gravações em áudio e vídeo das Reuniões Ordinárias do Conselho Deliberativo de 14/08/2019.
