Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Não viva de palavras, viva de atitudes, pois prometer todos prometem, mais cumprir poucos conseguem !

Letícia Agra Barbosa

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Juris171consulto que diz presidir o SAFESP, vice, diretoria, associados e maioria dos árbitros federado 

Entendam

A retomada do SAFESP depende do associado juntar provas, procurar advogado tocar pra frente e ficar com marcação cerrada no promotor e juízo competente.

Remate

Importante é agir com firmeza e objetividade sem ter medo das consequências.

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Palmeiras a Taça de Campeão da Serie A do Paulistão 2022

Domingo 03/04

Palmeiras 4 x 0 São Paulo

Árbitro: Raphael Claus (FIFA)

Assistente 01: Danilo Ricardo Simon Manis (FIFA)

Assistente 02: Neuza Ines Back (FIFA)

VAR

Thiago Peixoto Duarte

Item Técnico

1º – Respeitou a lei do jogo por não ter se curvado ao indevido reclamo palmeirense que ocorrera penalidade máxima no momento da batida da bola no braço direito encolhido junto ao corpo do são-paulino Eder

Idem

Por ter ido até o monitor e repulsado a indevida insinuação do VAR que existira a penalidade máxima

2º – Acertou ao confirmar a legalidade do segundo gol alviverde marcado por Zé Rafael,

Rezingado

Pelos são-paulinos que em dois lances antecedentes existiu falta no pé do consorte Calleri cometida por Danilo

Incorretamente

VAR solicita que Rafael Claus vá até o monitor; lá chegando, viu, voltou confirmando o gol.

Nesta contenda

Raphael Claus esteve em cima dos lances.

Minha dúvida

Ter visto e deixado seguir o lance faltoso do Danilo no pé do Calleri.

Conclusão

Provando que tenho razão por hesitar do seu profissionalismo.

Cito

A apatia e baixo comportamento na contenda Red Bull Bragantino 1 x 0 Santo André acontecido no dia 23/03/2022.


AVISO

A versão em vídeo da Coluna, excepcionalmente, não será publicada nesta semana, retornando normalmente no próximo sábado.

Desde já pedimos desculpas pelo transtorno


Política

Lula em estado bruto

Bem distante da imagem moderada que pretendia vender ao eleitorado, Lula, o verdadeiro, aposta no rancor e na divisão da sociedade, exatamente como faz Bolsonaro

As recentes declarações de Luiz Inácio Lula da Silva expõem as falhas insanáveis do discurso de moderação que o petista pretendia emplacar nas eleições deste ano. Lula se apresenta como o único em condições de liderar uma frente ampla em defesa da democracia e, portanto, seria a única opção contra o autoritarismo do presidente Jair Bolsonaro. O convite ao ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin para ser vice em sua chapa seria a prova de sua definitiva conversão ao centro democrático. Mas o Lula “moderado” desaparece quando ele está em ambientes exclusivamente petistas, onde não precisa enganar ninguém. Ali, Lula surge em estado bruto.

Na Fundação Perseu Abramo, instituto de estudos criado pelo PT, Lula se sentiu à vontade para atacar seu alvo favorito: a classe média. Segundo o petista, a classe média brasileira “ostenta um padrão de vida que em nenhum lugar do mundo a classe média ostenta”. E continuou: “Nós temos uma classe média que ostenta um padrão de vida que não tem na Europa, que não tem em muitos lugares. Aqui na América Latina, a chamada classe média ostenta muito um padrão de vida acima do necessário”.

O ódio petista à classe média é velho conhecido. Foi enunciado com todas as letras por uma das intelectuais petistas mais representativas, a filósofa Marilena Chauí, em inesquecível discurso num evento do partido em 2013: “Eu odeio a classe média. A classe média é o atraso de vida. A classe média é a estupidez; é o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. É uma coisa fora do comum. (…) A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”.

É evidente que os petistas de classe média – e eles existem aos montes, como é o caso da própria Chauí – não se consideram nada disso. Talvez se envergonhem dos bens e do patrimônio de que dispõem, talvez sejam apenas cínicos, mas o fato é que, para a turma que urra quando Chauí e Lula atacam a classe média, os odiados “burgueses” são sempre os outros.

Mas Lula agora foi além: pretende dizer como devem viver os cidadãos de classe média que pagam impostos e ganham dinheiro com o suor do rosto. Em seu marxismo de botequim, o líder petista, ora vejam, acha que a classe média não pode ter um padrão de vida acima do que ele considera “necessário”.

Em outro evento, na CUT, Lula fez pior. Disse que de nada adianta realizar protestos em frente ao Congresso, porque isso não comove os políticos. Para o petista, o ideal é que os militantes perturbem os parlamentares em suas residências, bem como suas famílias. “Deputado tem casa. Eles moram em uma cidade, nessa cidade tem sindicalista. (…) Se a gente mapeasse o endereço de cada deputado e fossem 50 pessoas até a casa dele, não é para xingar, mas para conversar com ele, conversar com a mulher dele, com o filho dele, incomodar a tranquilidade dele. Eu acho que surte muito mais efeito.” Muito democrático.

Não se sabe exatamente qual é a estratégia de Lula por trás desse discurso autoritário, mas isso pouco importa. O que interessa é que fique muito claro para os eleitores que Lula não é tão diferente de Bolsonaro como pretende fazer crer. Assim como o presidente, Lula aposta no rancor e na divisão da sociedade para eletrizar seus devotos. Ambos querem resumir a eleição a um confronto do “bem” contra o “mal”.

A pacificação do País obviamente passa por dar fim a essa polarização agressiva que não resolveu nem resolverá nenhum dos problemas crônicos da sociedade brasileira, como um desemprego resistente de dois dígitos, a inflação alta, a volta da fome e a ausência de soluções para a deficiente oferta de serviços de educação e saúde pelo Estado.

Nesse sentido, é muito bem-vinda a sinalização de uma união de partidos de centro em torno de uma só candidatura ao Palácio do Planalto. Independentemente da escolha final desse grupo, trata-se por enquanto da melhor resposta a esse embate apocalíptico que Lula e Bolsonaro tentam fazer parecer inevitável.

Opinião do Estadão – Publicada na Sexta Feira 08/04/2022

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Finalizando

“Num estado democrático existem duas classes de políticos: os suspeitos de corrupção e os corruptos”

Pensamento de: David Zac


Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-09/04/2022

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