Em delírio, cartola insinua que Flamengo copiou ‘transparência’ financeira do Corinthians

Em entrevista ao Estadão, Raul Corrêa da Silva, ex-diretor de finanças do Corinthians – inclusive no período em que o clube e seus cartolas foram acusados de receberem propina para facilitar sobre-preço do estádio de Itaquera -, parecia viver uma realidade paralela.
Apesar de apontado pelo sucessor da pasta como ‘maquiador’ de balanços, o dono da BDO/RCS destacou a ‘transparência’ de sua gestão no Timão.
O delírio foi ainda maior quando insinuou que o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, copiou seus métodos na elogiada administração rubronegra:
“Foi algo necessário que ajuda muito no equilíbrio financeiro, porque, com a transparência, os gastos excessivos acabam sendo detectados com maior facilidade. É um instrumento importante para qualquer gestão de clube. O Flamengo seguiu essa iniciativa e foi bem-sucedido”
“Flamengo e Corinthians estão por si. O Flamengo seguiu a trilha que iniciamos no Corinthians. Trabalhávamos com um trio: eu nas finanças, o Andrés Sánchez, no comando, e o Rosenberg (Luis Paulo), no marketing”
O trio destacado por Raul enriqueceu em patamares difíceis de serem comprovados, enquanto, no mesmo período, apesar da ‘transparência’ apregoada, o clube afundava-se em dívidas que superam R$ 1 bilhão, sem contar outro bilhão das obras da Arena alvinegra.
Em recente eleição corinthiana, Bandeira de Mello foi utilizado pelo candidato apoiado por Raul como exemplo administrativo a ser seguido, enquanto o cartola alvinegro, que se diz ‘precursor’ do rubronegro, nunca foi lembrado pelo Flamengo.
