O adeus de Dorval

Por ROBERTO VIEIRA

Era 1957.

Santos e Corinthians empatavam em 0x0.

A bola chegou no gaúcho Dorval.

Dorval tocou para Guerra.

Guerra para Dorval.

Dorval domina com a cabeça na grande área.

Um toque singelo deixa Gilmar com cara de bobo.

Gol.

Geraldo era um grande marcador.

Riberto melhor ainda.

Mas o corintiano Ari era desleal.

Dorval precisava ser rápido.

Veloz como o raciocínio de Pagão e Mengálvio.

Endiabrado tal qual Coutinho.

Apóstolo do Deus Pelé.

Vida.

Em qualquer planeta Dorval teria sido Matthews.

Mas no Brasil…

Havia Garrincha.

Julinho.

Jair da Costa.

Milhares de pontas sublimes.

Milhares de Dorvais.

Porém, o menino do Grêmio e do Força e Luz sabia.

Só Dorval foi poesia.

Verso universal das arquibancadas.

Apaixonadas a declamar:

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Drummond e Bandeira assinariam embaixo.

Fácil…

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