A Libertadores é do Palmeiras pela terceira vez

Num desempenho taticamente perfeito, aliado a muita raça, o Palmeiras aproveitou-se das falhas do Flamengo e venceu por dois a um, na prorrogação, após um a um no tempo normal, conquistando a terceira Copa Libertadores de sua história.
Quando os cariocas insinuavam algum domínio, aos 05 minutos Gustavo Gomes acertou lançamento espetacular para Mayke que escapou nas costas de Filipe Luis e cruzou para trás encontrando Raphael Veiga livre para abrir o marcador.
O Flamengo sentiu o baque e o jogo ficou ao estilo do Palmeiras, que marcava forte e contra-golpeava com perigo.
Somente aos 30 minutos, quando Filipe Luis, em péssima jornada, se machucou e deu vaga a Renê é que o rubronegro acertou o setor defensivo e equilibrou um pouco as ações.
Porém, o único lance digno de nota ocorreu aos 42 minutos, quando Weverton defendeu bem batida de Arrascaeta dentro da área.
Na segunda etapa, o Flamengo partiu com tudo para cima e em dois minutos perdeu duas boas oportunidades, ambas com Gabigol.
Aos 07, porém, Diego Alves salvou os cariocas após linda batida de Rony.
Três minutos depois foi a vez de Weverton aparecer aos pés de David Luiz.
O jogo pegou fogo!
Bruno Henrique, aos 14, cabeceou raspando a trave esquerda palestrina.
Pressão do Flamengo com o Palmeiras extremamente recuado, apostando numa bola decisiva.
Michael, aos 17, enfim, entrou em campo no lugar do apagado Everton Ribeiro.
Aos 26, Gabigol tabelou com Arrascaeta e surpreendeu batendo canto de Weverton, empatando a finalíssima.
Dudu saiu aos 31 para dar vaga a Wesley no Palmeiras.
Michael, aos 40, perdeu gol inacreditável, batendo cruzado, quase na pequena área, à direita da meta.
Na prorrogação, o Palmeiras voltou com Deiverson na vaga de Raphael Veiga e o Flamengo sacou Bruno Henrique e colocou Kenedy.
Logo aos 04 minutos, Deyverson aproveitou-se de enorme bobeada de Andreas Pereira e bateu no contrapé de Diego Alves.
Na comemoração, chorou.
O gol do título.
No desespero, Renato Gaúcho, aos 05 do segundo tempo, colocou Pedro e Vitinho nos lugares de Arrascaeta e Andreas Pereira.
Dois minutos após Felipe Mello entrou e Piquerez, fazendo cera, saiu de maca.
Pedro, na pressão, bateu à direita de Weverton, aos 11.
Deu tempo ainda para, surrealmente, Deyverson simular uma agressão do árbitro, que, incrédulo, deixou para lá.
O Verdão agora disputará o Mundo com o Chelsea, enquanto o Flamengo, secado pelo Genocida do Planalto, paga o preço por ter apostado num treinador que tem orgulho em afirmar que não precisa estudar para exercer a profissão.
