Willian, Roger Guedes e o caos financeiro do Corinthians

Nos últimos 37 jogos, o atacante Willian (33 anos) assinalou apenas um gol e, por conta deste desempenho, tem amargado a condição de reserva do Arsenal.
Roger Guedes (24 anos) passou a última temporada na China.
O Corinthians insinua contratá-los.
Ambos são bons jogadores, embora, atualmente, não estejam em seus melhores momentos.
Apesar disso, nenhum deles aceitará receber menos do que os R$ 750 mil, na CLT, pagos mensalmente a Renato Augusto.
Podem, esportivamente, melhorar o desempenho do time?
É possível que sim.
Se não, ocorrerá como noutros diversos casos em que o Corinthians seguirá pagando altíssimas somas para jogadores encostados ou emprestados a terceiros.
Alguns dirão: “mas no futebol, por vezes, é necessário arriscar” ou “futebol é assim, nem todas as contratações vingam”.
Concordo.
Porém, há de se ter método e saúde financeira para correr determinados riscos.
Empresas bem administradas – e os clubes possuem movimentações financeiras maiores do que muitos empreendimentos – somente tomam determinadas iniciativas se houver um ‘plano B’ bem definido para possíveis tropeços.
No início da gestão de Duílio ‘do Bingo’, o discurso do Corinthians era o de contenção de despesas, diminuição da folha salarial e a montagem de um time que exemplificasse o atual momento financeiro do clube, ou seja, competitivo, mas sem excessos.
Trava-se, comprovadamente, de lorota.
O clube, ao vender ou ceder emprestados seus jogadores profissionais, contratados sem observação de critérios técnicos pelos mesmos cartolas que ocupam atualmente o poder, tratava de atender aos desejos dos agentes – que precisavam ter as mercadorias atuando em novas vitrines -, abrindo espaço para realocação de novas dívidas (porque não existem recursos financeiros disponíveis) em outros negócios, sempre em benefício dos empresários habituais.
A contratação de Renato Augusto alegrou Carlos Leite; a de Willian colocará dinheiro no bolso de Kia Joorabchian e de Severino (pai do jogador), parceiro notório de Andres Sanches e André Negão; enquanto Roger Guedes atenderá aos interesses de Paulo Pitombeira, também em sociedade com o citado iraniano.
Prometida, a retomada financeira foi enterrada, assim como a possibilidade do Corinthians, a curto prazo, abandonar a política de comprar mercadorias sem possuir recursos, nem planejamento, para pagá-las.
Pão, circo e caos, é a realidade do Timão.
