A corrupção trouxe, mas também tirou Messi do Barcelona

Aos 13 anos de idade, Lionel Messi, que já era tratado como fenômeno na Argentina, foi ‘sequestrado’ pelo Barcelona.
Em burla à legislação esportiva, que impedia o clube de assinar contrato profissional com um menor de idade, a equipe catalã formalizou vínculo empregatício com o pai do garoto, que, desta maneira, se mudou para a Espanha.
De lá para cá a história é bem conhecida.
Messi é o melhor jogador do mundo; um dos maiores de todos os tempos.
Eis que o destino, amparado em práticas diferentes, mas também ‘fora da lei’, acabou por retirar do Barcelona a oportunidade de ter o argentino jogando somente com sua camisa até o final da carreira.
Mesmo com acordo acertado, o Barça, que, nos últimos anos, com direito a presidente preso por corrupção, deitou e rolou no submundo da bola para abastecer os bolsos de cartolas e intermediários, dissociou-se da boas práticas esportivas e, por consequência, das conquistas, entrando em necessidade de reposições constantes de contratações que vieram a enquadrá-lo no limite do ‘fair-play’ financeiro, legislação que impede loucuras com os recursos das agremiações.
Em síntese: a corrupção trouxe Messi ao Barcelona, mas, ao final, também afastou-o da Catalunha.
Triste para o torcedor.
Para o gênio, talvez.
No epílogo de sua obra, Messi terá a possibilidade real, que não mais existe no Barça, de conquistas pessoais e coletivas importantes, principalmente se confirmados um de seus dois prováveis destinos: Manchester City, em que reencontraria o mago Guardiola, ou o PSG, para fornecer aos franceses o jogador que poderia guiar a melhor geração da equipe em todos os tempos.
