Adesão ao PL 2336/21 pode opor Corinthians à Rede Globo e complicar faturamento do clube

O Corinthians divulgou nota em que afirma adesão ao PL 2336/21, que, se aprovado, liberaria as agremiações para, isoladamente, negociar as transmissões de suas partidas esportivas.
Uma espécie de desdobramento da MP do mandante.
Trata-se de passo temerário da gestão Duílio ‘do Bingo’, levando-se em consideração que Corinthians e Flamengo, há anos, são os mais beneficiados pelo sistema coletivo, que acaba, por meritocracia (audiência e interesse do mercado), a atender, também as demais agremiações.
Sozinhos, em qualquer sistema, os grandes continuarão a receber mais do que os proporcionalmente menores.
A grande questão é que essa movimentação, apesar de citar a tal futura ‘Liga’ como uma das motivações para a adesão, efetivamente, joga contra tudo o que se observa de exitoso no futebol do planeta.
Evidentemente, em criada a Liga, a negociação coletiva é o melhor caminho a ser adotado, sob risco de comprometer, tecnicamente, o resultado final do torneio.
Nem todos são atrativos, num ‘pacote’ isolado, aos anunciantes ou às emissoras.
Mesmo Corinthians, Flamengo, São Paulo, Palmeiras e Vasco da Gama, normalmente os melhores contratos, terão dificuldades, por exemplo, para vender seus jogos em campeonatos menos relevantes, como são os estaduais.
No final, o que se perde de um lado pode comprometer ganhos dos torneios principais.
Quando negociados coletivamente, todos os acordos podem ser incluídos num mesmo ambiente, fazendo, na média, o resultado eficiente.
Se, por conta dessa iniciativa, o Corinthians, fornecedor principal de conteúdo futebolístico da Rede Globo, for por ela abandonado, perderá, talvez, sua fonte de renda mais robusta e certeira, em troca de aventurar-se em transações para as quais sequer possui departamento qualificado em operação.
Existe também a possibilidade, em acertando-se com emissoras menos relevantes, do clube precisar adequar os valores de seus patrocínios.
Para exemplificar: o SBT, mesmo transmitindo jogos da Seleção Brasileira em um torneio oficial, que, para os sulamericanos, só perde em importância para a Copa do Mundo, tem atingido níveis constrangedores de audiência.
Ontem perdeu para a Globo e quase ficou atrás da Record.
O resultado comercial, lamentável, é visível quando as marcas patrocinadores estão todas ligadas ao Governo, numa espécie de contrapartida pela adesão editorial da emissora.
Por que grandes anunciantes pagariam o mesmo valor acertado com o Corinthians, quando tinham a certeza de exibição em horário nobre da Globo e também nos programas esportivos, em locais de menor porte, relevância e audiência?
Eis o ponto.
Duílio, antes de embarcar em mudança que pode prejudicar, a curto e longo prazo, os caixas do Corinthians, deveria tratar do assunto no Conselho alvinegro, em que todos os pormenores seriam discutidos.

paulinho, a bagunça continua firme e forte no clube corinthians. nesse sabado uma festa junina clandestina foi realizada nas churrasqueiras do tamboreu ao lado da biquinha com a presença de dezenas de socios entre eles ricardo bounomo da chapa liberdade corinthiana que avançou até altas horas da madrugada. a gente não pode bater o nosso futebolzinho, mas socio amigo do rei no caso amigo do diretor juridico pode se aglomerar em festinha ? pode olhar no face dele, tem fotos la da festa. absurdo