Pedrinho e Matheus Davó

Em 03 de agosto de 2020, o Corinthians vendeu o jogador Pedrinho para o Benfica, notório entreposto de negócios nebulosos do futebol mundial.
O valor acordado: 18 milhões de Euros.
Para não receber à prazo, o clube submeteu-se a um empréstimo tomado em paraíso fiscal, com grande perda de dinheiro.
Os valores descontados pelo banco, porém, impactaram apenas a parte do Corinthians, não a dos demais ‘proprietários’ e comissionados.
Ontem (07), o Benfica noticiou a venda de Pedrinho para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia – onde os intermediários ligados ao Corinthians mantém escritórios – pelos mesmos 18 milhões de Euros.
Detalhe: com pagamento à vista.
O clube ‘comemora’ os pouco mais de R$ 5 milhões que receberá como clube formador, apesar do valor já estar comprometido para pagar a comissão dos agentes responsáveis pela transação inicial, ao Benfica.
Fica evidente, como bem salientou o Blog do Paulinho à época da negociação a Portugal, que tratou-se de um negócio ‘ponte’, que deverá, segundo histórico recente de todos, ter ainda outro beneficiário (talvez na próxima janela).
Outra nebulosidade alvinegra confirmou-se na últimas 24 horas: o segundo empréstimo de Matheus Davó ao Guarani, desta vez até o final de 2021.
Para relembrar: o atleta, agenciado por Fernando Garcia, foi adquirido exatamente do Bugre, gerando riqueza ao agente, a seus ‘parceiros’ e desfalque nos caixas do Corinthians, para ser devolvido ao clube de origem com salários pagos pelo alvinegro.
Tudo isso à luz dos operadores do ‘compliance’ no Parque São Jorge.
Fosse noutros tempos, em vez de facilitarem, juridicamente, o escárnio, esses cartolas, que há poucos meses discursavam oposição, estariam pedindo a cabeça daqueles que agora ajudam a acobertar.
