CORI empurra o Corinthians para o abismo

O CORI, do Corinthians, presidido por Ademir Benedito, o desembargador dos sonhos de Andres Sanches, aprovou as contas de 2020, apesar do déficit de R$ 123 milhões (em flagrante descumprimento da previsão orçamentária, das determinações do PROFUT, etc).
Doze votos contra dois (Fábio Carrenho e Mario Gobbi).
Houve ainda a inexplicável abstenção de Carlos Senger, um promotor de justiça aposentado.
Vale lembrar, que as contas de 2020 estão alicerçadas nas de 2019, consideradas inidôneas pelo Conselho Fiscal e pela composição anterior do CORI, e que sequer foram votadas no Conselho Deliberativo, apesar de avançarmos quase pelo quarto mês de 2021.
À ocasião, os conselheiros fiscais relataram que, apesar de solicitados, a diretoria do Corinthians não apresentou os seguintes documentos:
- relação de jogadores emprestados (salários, prazo);
- carta de circularização dos advogados e bancos;
- contrato da Arena;
- contrato de Matheus D’avó;
- abertura despesa financeira real
Tudo indica, pelo andar da carruagem, conforme adiantado, dias atrás, pelo Blog do Paulinho, a movimentação política é para que as contas de 2019 sejam avaliadas em conjunto com as de 2020, minimizando a possibilidade de rejeição.
O Corinthians vive, realmente, uma situação desesperadora.
Há anos tem no poder um grupo rejeitado por 70% do eleitorado, fruto de um sistema de votação forjado para proteger o continuísmo, tão ‘transparente’ quanto a origem do dinheiro do presidente, do diretor de futebol, da fortuna de Andres Sanches e das decisões dos poderes que fingem fiscalizá-los.
