Presidente do Conselho do Corinthians manobra para favorecer a candidatura de Paulo Garcia

O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Antonio Goulart, evocou ‘a lei’ para justificar a pressa em indicar os nomes da Comissão Eleitoral do clube, de maneira unilateral, sem que passem pela análise de seus parceiros do órgão.
Trata-se de manobra, evidente, para favorecer seu mantenedor, o empresário Paulo Garcia, dono da Kalunga e irmão do agente de jogadores Fernando Garcia.
A escolha se dará na próxima semana.
É pouco provável que os indicados desagradem a Garcia.
Se seguir a legislação e o estatuto do Corinthians fosse, de fato, caro ao cartola, o gesto seria digno de aplausos, porém, basta verificar seu comportamento na condução do Conselho para notar a indiferença com os deslizes da atual gestão, presidida por Andres Sanches.
Goulart manteve-se inerte a diversos desatinos do presidente, entre os quais a não publicação, obrigatória, dos balancetes mensais no site do clube.
Existe também a indefinição com relação ao procedimento adotado pela Comissão Eleitoral de 2018, que acusou Paulo Garcia e seu braço direito, Antonio Rachid (com direito a áudio comprovando a ação), além de André Negão, Eduardo ‘Gaguinho’ Ferreira, Roberto Andrade e Eduardo Caggiano de comprarem votos nas eleições passadas.
Passados mais de dois anos e o assunto, que pode modificar a corrida eleitoral no Parque São Jorge, segue sem julgamento.
Indicar uma nova comissão eleitoral, de maneira ditatorial, sem a participação dos demais conselheiros, em aparente favorecimento de candidato, antes de resolver a principal pendência da anterior é um ataque grave ao Corinthians, como instituição.
