Clubes do Rio de Janeiro são vítimas do vírus da imbecilidade

Em recente reunião com a FERJ, os clubes cariocas decidiram que, antes de qualquer coisa, precisam terminar o Campeonato Carioca.
É quase um transe de estupidez.
Se o argumento do pequenos, da necessidade de arrecadação, se esvai pela obviedade de que as partidas serão, necessariamente, disputadas em portões fechados, o desejo dos grandes se dilui pela esportividade.
Há alguns anos, Vasco, Botafogo e Fluminense necessitam do título estadual para enganar seus próprios torcedores.
Cria-se a imagem de ‘campeão’ sobre elencos que, em competições relevantes, lutarão apenas para não serem rebaixados.
Neste 2020, porém, diante da distância técnica gigantesca entre o Flamengo e seus adversários, não faz sentido manter o comportamento.
O próprio rubronegro, favorito ao Brasileiro e a Libertadores, não precisa do Carioca para nada, ainda mais com a impossibilidade de vender ingressos aos torcedores.
Os demais, vítimas do mesmo entrave financeiro, somente conseguirão frustrar seus fanáticos ao servirem, novamente, de coadjuvante a mais uma conquista do Flamengo.
Enquanto isso, sem a preparação adequada ao Brasileirão, tornar-se-ão vítimas fáceis de equipes mais equilibradas.
Ao menos a segunda divisão não é estranha a nenhum deles e, talvez, seja mais adequada ao histórico recente destas agremiações.
A única entidade a tirar vantagem da estupidez coletiva é a FERJ, que seguirá atuando como cartório ineficiente em busca de tomar dos clubes o dinheiro que sustenta a boa vida de seus dirigentes.
