Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

Assim….a pessoa se considera o ‘supra sumo’… Simplesmente a (o) melhor…perde o contato com a realidade e acha que é um gênio…
Alto lá.. temos tanto a aprender, tanto para melhorar…estamos há léguas de distâncias dos bons… temos muito verbo para bem conjugar, muita frase para consertar…
“Caldo de galinha e modéstia não fazem mal a ninguém”…
Pronto … falei…
Adágio de: Cika Parolin
—————————————————————
Comunicados SAFESP exibem dois pesos e duas medidas

Na manhã da terça-feira 04/02/2020, a diretoria chefiada por Aurélio Sant’Anna Martins e Regildenia de Holanda Moura soltou nota repudiando os jornalistas Cosme Rímoli e Juca Kfouri por comentários alusivos ao péssimo trabalho do árbitro Flávio Roberto Mineiro Ribeiro na contenda São Paulo 1 x 1 Novorizontino, disputada na noite da segunda feira 03/03;
Contudo
No mesmo período os chefões do SAFESP omitiram-se de fazê-lo para com o irresponsável e abjeto noticiar da CA-FPF,
Afirmando
Que Flávio Roberto Mineiro Ribeiro cometeu quatro erros capitais,
Esquecendo
Por conveniência que erro maior cabe a deslumbrada e incompetente comissão após avalia-lo nas poucas contendas que arbitrou,
Vez
Ser difícil acreditar que os defeitos surgiram nesta refrega
Informo
Bem abaixo exponho meu avaliar sobre o desempenho do ‘boto-branco’
Ressalvo
Após cogitação que não contrapor o comunicado da CA-FPF provocaria criticas;
Suavemente
Na manhã da quarta-feira 05/02 os dirigentes SAFESP exibiram contradita ao pronunciamento CA-FPF
Seguramente
Aurélio Sant’Anna Martins, autodenominado suprassumo do saber em todos os campos do direito, como também sua vice Regildenia de Holanda Moura, se tocaram que batendo forte,
Indiretamente
Atingiriam o presidente Reinaldo Carneiro Bastos, contumaz agressor e agenciador de árbitros quando dirigente do EC Taubaté,
Fator
Inibidor dos ganhos das possíveis e futuras escalas de prestadores de serviço a FPF
Terminando
Expuseste que o caixa da entidade está abaixo do fundo do poço
Logo
Se verdade que tens idealidade responda se vai abdicar da verba de representatividade com valor mensal aproximado de R$ 7.000,00?
—————————————————————-
4ª Rodada da Série A1 do Paulistão 2020
Domingo 02/02
Corinthians 2 x 0 Santos
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Item Técnico
Não influenciou no resultado; todavia, no transcurso da refrega deixou de marcar falta, somada a omissão do cartão:
Exemplo
Quando de uma falta maldosa cometida pelo corintiano Fagner, em meu entender; digna do cartão vermelho
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Janderson, Cassio, igualmente pro técnico: Tiago Retzlaff Nunes
Cartão Vermelho: Correto após segundo amarelo para Janderson, no instante que correu para a torcida comemorando o gol marcado
Red Bull Bragantino 2 x 1 Palmeiras
Árbitro: Thiago Duarte Peixoto
Item Técnico
Acertou na marcação de duas penalidades máximas sendo:
1ª : No instante que Rafael defensor palmeirense derrubou o oponente Edimar; batida por Ytalo, transformada no gol da derrota palmeirense
2ª : Assim que Edimar defensor do Red Bull Bragantino na maior cara dura puxou a camisa do palmeirense Willian; batida por Dudu demudada no tento da equipe alviverde
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para defensores da equipe mandante, 02 para equipe visitante
No todo
Fora este. Através TV; notei um ou dois trabalhos do árbitro Thiago Duarte Peixoto, nos quais apresentou muitas explicações do porque ter ou não marcado infração
Sugestão
Pare com isso.
Segunda Feira 03/02
São Paulo 1 x 1 Novorizontino
Árbitro: Flávio Roberto Mineiro Ribeiro
Item Técnico
Errou feio por ter marcado posição de impedimento do atacante são-paulino Pato em dois lances findados com a redonda no fundo da rede da equipe visitante
Idem
Por deixar de marcar duas claríssimas penalidades máximas favoráveis para equipe são-paulina
Sendo
A primeira: no momento que Felipe Rodrigues defensor novorizontino derrubou o oponente Vitor Bueno
A segunda: no minuto que Felipe Rodrigues rechaçou com a mão bola chutada por Arboleda
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: Quatro para são-paulinos, dentre estes, um pro técnico Fernando Diniz Silva e 02 para novorizontinos
—————————————————————
Política
O perigo vai além do perigoso coronavírus

O vírus letal e ameaçador substitui o senso crítico pela crença no absurdo
O coronavírus é assustador, até por vir de longe, tal qual nuvem de vendaval, mas a peste concreta é outra. E é maior, abrangente e mortífera. O vírus letal que nos rodeia é de outro tipo e está entre nós há tempos.
Grudou-se ao dia a dia e se propaga em silêncio. Aos poucos, impregna-se no modo de vida e extermina tudo sem que se perceba, pois o dia a dia já assimilou os sintomas como “normalidade”.
Esse vírus quase imperceptível supera até mesmo os da peste bubônica, que devastou a Europa na Idade Média. É letal porque nos desvia do real, cria um mundo enlouquecido e falso, mata a percepção e torna impossível distinguir o bem do mal.
E assim passamos a viver sem ter vida. Quase como cadáver que se perfuma para não sentir seu fedor.
O vírus letal e ameaçador consiste em substituir o senso crítico pela crença ingênua no absurdo. É terrível por não ter materialidade em si. Pode estar em todas as partes e não ser visível.
Como identificá-lo, então? Basta analisar o todo, em profundidade e abandonando a ingenuidade.
Na política, o vírus nos fez aplaudir a fúria ignorante que vê no ódio a forma de combater a violência. Ou nos leva a admitir que invoquem o nome de Deus em vão para negar a ciência quando nos alerta sobre a Amazônia e as mudanças climáticas. Assim, abrimos portas à feitiçaria e ao absurdo, tal qual – antes – aplaudimos simpáticos ladrões travestidos de líderes populares.
Mais ainda: cegos, suportamos o narcotráfico e a corrupção. Ou achamos que educar é ensinar a ler, escrever e decorar a tabuada, sem formar cidadãos conscientes da solidária missão humana.
O vírus é letal ao destruir os valores da existência e nos transformar, apenas, em consumidores, tal qual máquinas movidas a óleo. Até no entretenimento o vírus nos torna lobos e nos faz aplaudir o “tum tum tum” grotesco e sem harmonia da falsa “nova música”, desdenhando Beethoven, Mozart, Geraldo Vandré, Chico Buarque ou a melodiosa canção sertaneja.
E é criminosamente letal porque paralisa e mata os passos da humanidade para superar o tempo escuro das cavernas. O vírus avançou tanto que já existe quem – no alto do poleiro do poder – diga que a Terra “é plana” ou negue o evolucionismo de Darwin. E o pior é que deixamos por isso mesmo, sem expulsar o impostor.
Dias atrás este jornal revelou que o desempenho dos alunos do terceiro ano do ensino médio na rede estadual de São Paulo teve queda em Língua Portuguesa e Matemática pela primeira vez desde 2013. Para corrigir não basta modificar o sistema educacional em si, nem “substituir o quadro negro e o giz pelo computador”, como apregoam alguns. O problema é mais amplo, mas o vírus nos faz cegos e nada vemos.
Hoje há uma escola fora da escola. Há anos (e em cores) está na televisão e, mais recentemente, nas redes sociais ou na parafernália do YouTube. Entra a nossos lares como assaltante, sem pedir licença. Crianças e jovens se educam pelo que gritam os youtubers destituídos de experiência ou formação intelectual.
O linguajar habitual desses “mestres” é tosco e pobre, às vezes grosseiro, além de simplificador. Mas formam consciências e, de fato, impõem estilos de vida. Que tipo de jovens estamos formando Brasil afora?
A violência é queixa geral, mas a contenção se limita a mitigar o crime por meio da ação da polícia ou medidas afins. Não vamos às causas do horror que a violência extravasa.
Quase tudo se tornou violento na moderna sociedade tecnológica. Para levar a consumir, vale até o absurdo. No mais direto meio de comunicação, a TV, quase tudo induz à violência ou a apresenta como algo costumeiro, parte do dia a dia, não como advertência a evitar. Até a publicidade apela a acordes ou situações violentas e absurdas, sem falar das telenovelas ou dos noticiários.
Os filmes infantis estão cheios de violência, mesmo que mostrem (ao final) o “triunfo dos bons”. Nos jogos eletrônicos (que dizemos games, em inglês) triunfa quem mata mais. E o brinquedo da infância habitua a mente infantil a matar na vida adulta.
A drogadição completa o arco do absurdo. O vírus da desatenção se propaga e vai ao clímax com nosso desdém em preservar o planeta. A ciência, a ONU e o papa advertem sobre a crise do clima, mas continuamos surdos e inertes, ajudando a agravá-la.
Não respeitamos sequer a água, que deu vida ao planeta, e poluímos os rios de onde tiramos, depois, o que vamos beber. O Rio de Janeiro vive, hoje, uma crise d’água maior que a paulistana de anos atrás, ambas originadas no descaso. Nesta semana, este jornal mostrou como o outrora caudaloso Tocantins é, hoje, um rio que já não corre, por causa das hidrelétricas desastradamente construídas anos atrás.
O coronavírus é ameaça brutal, mas passageira, e será vencido pela pesquisa científica. O outro vírus, porém, é ardiloso e nos desumaniza ao nos tornar coisa vendável, como se a vida e o planeta se comprassem em supermercado.
Flávio Tavares: Jornalista, escritor e professor aposentado da Universidade de Brasília – Publicado no Estadão do dia 07/02/2020
————————————————————–
Finalizando
“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”
Jiddu Krishnamurti – foi um filósofo, escritor, orador e educador indiano
————————————————————–
Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP- 08/02/2020
Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:
*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
