Jogadores perdem direitos, CBF é ‘blindada’, enquanto clubes serão ‘premiados’ pela má-gestão

Começa a ser moldada a proposta, apoiada pelo Governo, pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia e pela CBF, da legislação que poderá transformar os clubes do país em empresas.
O que parecia promissor, em verdade, servirá para beneficiar os de sempre.
Dentre as mudanças principais, destacamos:
- jogadores de futebol que receberem acima de R$ 10 mil mensais perderão direitos previstos pela CLT;
- os clubes que aderirem não poderão criar Ligas que conflitem com interesses da CBF, devendo permanecer submissos aos torneios organizados pela Casa Bandida;
- Devedoras de diversos calotes em impostos, as agremiações poderão parcelar, pela enésima vez, suas pendências (através de recuperação judicial), incluindo agora até dívidas trabalhistas.
Trata-se de claro privilégio aos malfeitores e às Federações e Confederações.
Por outros lado, os clubes, que, sem pagar boa parte dos impostos, conseguem quebrar suas despesas, passariam, assim que aderirem ao novo modelo, passarão a ser cobrados por tributos dos quais antes eram isentos.
Abre-se o campo para novos calotes.
Nossos governantes, na base dos conchavos habituais, comandados pelos de sempre, conseguem fazer de um sistema que tem funcionado em todo o planeta, um poço de imoralidades diversas.
Hoje, em Brasília, os presidentes de Corinthians e Santos estarão reunidos com Rodrigo Maia para participarem, em nome dos clubes, dos ajustes ao texto final da proposta.
Leco, do São Paulo, não aceitou o convite.
Nos próximos dias, outros cartolas serão chamados.
Diante do histórico de todos, fica difícil que resulte destes encontros algo minimamente aproveitável.
