Deputado do PSL trata torcedor que se manisfestou contra Bolsonaro como “vagabundo”

No último dia 15, em meio à 82ª reunião ordinária da Assembléia Legislativa de São Paulo, um desses deputados irrelevantes, eleito à sombra da retórica bélica de Jair Bolsonaro, ofendeu, em discurso, o torcedor Rogério Lemes Correa, que foi preso durante o clássico Corinthians e Palmeiras, por exercer o democrático direito de manifestação.
O político citou o caso como exemplo para defender o veto à Lei de Abuso de Autoridade.
Disse o deputado Gil Diniz, conhecido como ‘Carteiro Reaça’, em resposta ao semelhante Conte Lopes:
“Falei aqui outro dia de alguns policiais, Conte, que estão respondendo, policiais do 2º Batalhão de Choque que tiraram um militante da arquibancada, que assistia a Corinthians e Palmeiras e começou a ofender ali os policiais – chamou de verme, de vagabundo, de filho disso, de filho daquilo”
“Os policiais conduziram à delegacia, ali no estádio, e tudo o mais, e hoje esses policiais precisaram algemá-lo, porque ele resistiu, e esses policiais estão respondendo a um inquérito, um IPM, na Corregedoria”
“Essa lei sendo sancionada, provavelmente o vagabundo fica livre e o policial vai ficar preso”
‘Reaça’ mentiu, conforme comprova o próprio Boletim de Ocorrência do caso, ao dizer que houve reação e ofensa aos policiais.
O torcedor Rogério, que não sabe onde está o Queiroz nem foi indicado à Embaixada do Brasil nos EUA, xingou, no contexto da manifestação política, ao presidente Bolsonaro, sem nenhum comportamento que possa sugerir tratar-se de ‘vagabundo’.


O exército de Israel é um dos mais poderosos do mundo, mas não violenta o próprio povo. O exército fraco e imprestável do Brasil acha que a gente é vagabundo , não respeita a gente.