Ganso e Pelé

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)
(…) Todos nós nos decepcionamos com Ganso, que não se tornou o craque mundial que imaginávamos, temos receio de elogiá-lo, para não ficarmos novamente frustrados. Ele não é o craque que pensávamos, mas não é um jogador qualquer.
Repito, pela milésima vez, que, se Ganso tivesse sido formado na Europa, especialmente no Barcelona, se tornaria um excepcional meio-campista. Quem sabe um Xavi, um Iniesta, um De Bruyne, um Pogba?
Em compensação, se Pelé tivesse nascido na Europa, jogaria em um time que priorizasse o chutão, para ele correr atrás da bola, como era habitual. Agora, não é mais. Isso ainda prevalece em algumas equipes brasileiras. Pelé não teria também, na Europa, os excepcionais companheiros que teve no Santos nem a brisa gostosa do mar da Baixada.
Do encontro do acaso com a oportunidade, nascem o desejo e o talento.
