‘Game of Thrones’ do Corinthians

Ainda distantes, as próximas eleições do Corinthians começam a movimentar, nos bastidores, aspirações e conspirações de prováveis candidatos.
No grupo situacionista, até outro dia era dado como certa a candidatura do diretor de futebol Duílio ‘do Bingo’, com aval de Andres Sanches.
Hoje não mais.
Sanches sofre pressão do empresário Paulo Garcia – que cobra o apoio ao seu nome, sob risco de infernizar a atual gestão se não for atendido.
Vale lembrar, o presidente do Conselho Deliberativo, o político Antonio Goulart, que vem ‘segurando’ pautas contrárias ao atual presidente, é homem do dono da Kalunga e a ele obedece, caninamente.
Para viabilizar essa composição, outra articulação estaria, desde já, sendo trabalhada: inserir Duílio como diretor de futebol da CBF, na vaga a ser aberta por Edu Gaspar, praticamente acertado com o Arsenal, da Inglaterra.
A ‘negociação’ envolve aparar arestas entre Andres Sanches e o presidente, de fato, da Casa Bandida, o nem tão mais desafeto assim, Marco Polo Del Nero.
Ainda no atual grupo gestor, existem três nomes a serem observados: André Negão, Jorge Kalil e Edna Murad.
Para afagar Negão, que tem desejo de ser presidente do Corinthians, Sanches e seus parceiros – no que poderá, de acordo com as tratativas, incluir o dinheiro de Paulo Garcia – viabilizaram uma já iniciada candidatura à vereador de São Paulo.
Com Kalil, se os termos não forem bem resolvidos podem gerar uma candidatura alternativa ou a adesão deste a grupos adversários.
A incógnita é Edna Murad.
O medo de que a atual vice-presidente, mesmo que ainda sem força de vencer uma eleição, possa viabilizar-se como candidata – retirando votos dos postulantes situacionistas dentro do clube, tem feito com que medalhões trabalhem, secretamente, para ‘cortar suas asas’.
A turma de Paulo Garcia quer vê-la pelas costas.
No campo da oposição, o primeiro a declarar-se candidato – e já está em campanha, foi o ex-diretor da base Augusto Mello, tratado no Parque São Jorge como “Tio”, que, nas últimas eleições, concorreu à vice-presidência na chapa encabeçada por Roque Citadini.
Fala-se também numa possível disputa interna no grupo bancado por Raul Corrêa da Silva, entre Felipe Ezabella, candidato anterior e Fernando Alba, agente de jogadores que não esconde a vontade de sentar na cadeira do 5º andar do prédio principal do Parque São Jorge.
Citadini não confirma nova candidatura, mas a formação do quadro político futuro, principalmente se a oposição não tiver, até a data das eleições, alguém com possibilidade concreta de vitória, pode ou não fazê-lo repensar.
O tempo dirá.
Existem ainda os grupos de opositores, até o momento, sem ligação com candidatos específicos, que flutuam sobre possibilidades.
Os demais nomes, irrelevantes (Tuma Junior, etc), deverão tentar, de alguma maneira, a composição com os lados que lhes forem mais convenientes.
