O crime compensou para J.Hawilla

Dono de um patrimônio avaliado em US$ 500 milhões (R$ 2,025 bilhões), o delator J.Hawilla, corrupto confesso de negócios escusos ligados à imprensa e ao futebol, se deu bem na vida, até mesmo depois da morte.
Roubou, mentiu e caguetou sem precisar passar um dia sequer na cadeia.
Condenado a ressarcir os cofres americanos em US$ 150 milhões, pagou, se tanto, 15% disso, falecendo, tempos depois, acometido de câncer (que o levaria desta vida mesmo se fosse o Papa do Vaticano).
Com o poder adquirido ao ser proprietário de retransmissoras relevantes da Rede Globo – a quem também teria pagado propina – nunca foi incomodado pela Justiça Brasileira, razão pela qual manteve intacto tudo o que conquistou, provavelmente, também com desvios de conduta.
A esse imenso patrimônio, juntou-se, ontem, mais R$ 59 milhões, restituídos por conta do encerramento do caso, nos EUA (pela morte), que estavam depositados como fiança deste episódio, que serão utilizados pela viúva e filhos, com pouca probabilidade de desconhecerem as atividades ilícitas de Hawilla, da qual usufruem dos frutos, sem aparente oposição ou constrangimento, até os dias atuais.
Nem sempre o crime compensa, mas para o ex-jornalista medíocre que enriqueceu às custas de golpes ao lado de cartolas que delatou (só não o fez com a Globo porque seria suicídio), compensou, à ponto de servir de herança para diversas gerações futuras de seus familiares.
