Juninho Pernambucano e a Maconha

“A cannabis é remédio, achamos que é droga. Brasil é atrasado. Nós somos do avesso”
“Tem médico viciado, jornalista viciado. A pressão na vida te faz buscar soluções às vezes.”
“Às vezes a pressão que jovem consegue para conseguir se firmar não é humana. Ninguém é capaz, principalmente no Brasil [de aguentar]”
(JUNINHO PERNAMBUCANO)
Em meio às discussões sobre o doping do santista Diogo Vitor, flagrado com substância presente na cocaína, o comentarista e ex-jogador Juninho Pernambucano ultrapassou as fronteiras do bom senso.
Se é discutível a liberação ou não das chamadas “drogas sociais” – o Blog do Paulinho é contra, não há controvérsia em afirmar que a maconha é droga e ocasiona malefícios ao organismo.
A ‘cannabis”, diferentemente do que diz Juninho, pode até, em casos específicos, ser utilizada, clinicamente, como “remédio”, não no contexto que fez parecer, justificando, inclusive, que a utilização social se dá porque “ninguém é capaz de aguentar (pressão da vida)”.
Não é verdade.
Quantos milhões de brasileiros, quase todos em situação de extrema pressão, sobrevivem sem as drogas ?
O comentário de um ex-ídolo de futebol, beirando a apologia, precisa ser tratado com cuidado, não por conta do que Juninho considera correto, mas na decisão de repassar a público convicções que podem, de alguma maneira, influenciar, sem o devido preparo e conhecimento, os que possuem dúvidas pertinentes sobre o assunto.
É o mesmo princípio de fazer comercial doutras drogas, inclusive as legais, como álcool e cigarro, que existem aos montes, mas não devem ter a utilização estimulada, principalmente por quem possui ligação com o esporte.
