Processo que pode condenar Romeu Tuma Junior por diversos crimes é reiniciado

Em 2015, o ex-funcionário da Secretaria Nacional de Justiça, José Eduardo Elias Romão, ingressou com ação na Justiça Federal contra o ex-delegado Romeu Tuma Junior, por crimes de calúnia, Injúria e Difamação.
As mentiras teriam sido contadas no livro de ficção denominado “Assassinato de Reputações”.
No final de 2017, quando a sentença estava em vias de ser proferida, Tuma Junior ingressou com pedido de Habeas Corpus, solicitando ser ouvido novamente no processo, alegando cerceamento de defesa após, segundo o próprio, ter sido quase expulso da sala de audiências pelo juíz do caso.
A liminar foi concedida e o processo ficou paralisado até julgamento do mérito do HC.
Ontem, a quinta turma do TRF-3 decidiu conceder a Tuma o direito de novo depoimento, e o processo foi, oficialmente, destravado.
Em meio a isso, José Romão juntou novas provas aos autos, que, tudo indica, deverão complicar bem a vida do ex-delegado, que se não optar pela transação penal (espécie de acordo para fugir da ação) poderá ser condenado criminalmente por mentir em livro que sempre utilizou, dizem, indevidamente, como a “Bíblia da Verdade”.

