Andres Sanches negociou “naming-rights” do estádio com departamento de propinas da Odebrecht

Em 2014, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, deixou vazar à imprensa que estaria negociando os “naming-rigths” do estádio de Itaquera com a cervejaria Itaipava.
http://veja.abril.com.br/esporte/itaipava-negocia-contrato-para-naming-rights-do-itaquerao/
A revista Isto É, desta semana, diz:
“A Itaipava se soma a uma sofisticada engenharia financeira montada pela Odebrecht para o pagamento de propina. A profissionalização da corrupção impressionou os investigadores. Dentre os métodos, um dos favoritos era usar operadores financeiros que geravam dinheiro em espécie para os repasses a políticos. Também ocorriam transferências bancárias no exterior, em operações de lavagem de dinheiro, e o uso de empresas intermediárias, como era o caso do grupo de Walter Faria, segundo os relatos da delação.”
Metade da Arena em Salvador, que é tratada como “Itaipava Arena Fonte Nova”, é da Odebrecht, que a divide com a OAS, ambas delatadas na Operação Lava-Jato pela prática de diversos crimes.
No caso do Corinthians, o acordo não foi fechado, o que não indica, por razões óbvias, que as propinas deixaram de ser pagas, mas que podem ter tomado outros rumos, conforme indicia, por exemplo, a recente condução do vice-presidente André Negão – chefe de gabinete de Andres Sanches, que, segundo a PF, teria recebido dinheiro sujo, em espécie, dentro de sua própria residência.
Além disso, com as novas revelações de que a Itaipava funcionava como departamento anexo de propinas da construtora, não causa estranheza a Odebrecht contratar “naming-rights” para (via terceiro) pagar seu próprio serviço (a obra do estádio) ?.
Será que a necessidade de investigação (somente no caso do Corinthians) do BNDES e da CAIXA, que, segundo contrato, precisariam aprovar o acordo, acabou por impedí-lo, pela impossibilidade de comprovar origem lícita de recursos ?

