Corinthians tem briga de foice pelo controle do estádio em Itaquera

No âmbito das disputas internas da política alvinegra, destacam-se manobras de figuras conhecidas, mas nada ilustres, do Corinthians, que anseiam o controle dos negócios e negociatas envolvendo o estádio de Itaquera, utilizado pelo clube.
De um lado, o grupo de Andres Sanches, aliado da Odebrecht, precisa, além de manter o poder, dele se utilizar para ocultar desvios de conduta investigados pela “Operação Lava-Jato”.
Para tal, com a ajuda do ex-vice financeiro, Raul Corrêa da Silva (que finge distanciamento), contrataram auditoria (para o Fundo gestor) ligada ao dirigente (a mesma que auditava as contas do Corinthians), e outra (com a conivência de Roberto “da Nova” Andrade), sob controle do advogado Paulo Molina (que defendeu os dois citados, além de André Negão e Sanches, por crimes financeiros no STF), em suposta fiscalização “independente” das contas da Arena.
O Corinthians diz que a auditoria ‘não anda” porque a Odebrecht não fornece os documentos necessários, a construtora soltou nota confirmando a informação, porém ambos ocultam que seus respectivos representantes no estádio (Andres Sanches e Ricardo Corrégio) dividem a mesma sala em Itaquera, com mesa frente a frente, sem indicação de que exista qualquer briga ocorrendo.
Do outro lado, conselheiro do clube, tratado no mundo dos negócios (e também na imprensa) como “171 do Vale do Paraíba” tem se encostado (e auxiliado) em grupos de associados e conselheiros que devem protocolar, na próxima terça-feira, pedido formal de impeachment do presidente Roberto Andrade.
No último sábado, dentro do Parque São Jorge, foram colhidas as últimas assinaturas.
O pleito, justo e bem fundamentado, encontra resistência de gente importante do clube (inclusive favoráveis ao afastamento de Andrade), que não assinaram o manifesto pelas seguintes razões:
- se houver afastamento do presidente, assumiria o vice, André Negão, que seria obrigado a convocar eleições indiretas, facilitando a permanência de Andres Sanches no poder (fortalecendo-o ainda mais), que possui maioria do Conselho (fruto das últimas eleições, ainda sob o sistema do “Chapão”;
- a presença do “171 do Vale do Paraíba” no grupo que protocolará o pedido de impeachment, após ter barganhado apoio em troca de votos para eleger-se, no futuro, presidente do Conselho Deliberativo, assumindo, também, o controle do estádio em Itaquera;
Ou seja, devido a alternativas terríveis que se apresentam diante de episódios de extrema gravidade, o clube enfrenta dilema de difícil solução.
O que fazer ?
- Permitir a sequencia de Roberto Andrade no poder mesmo diante de graves crimes cometidos, que, a bem da verdade, deram continuidade a práticas delitivas iniciadas por Andres Sanches, Mario Gobbi e Raul Corrêa da Silva, nenhum deles, até o momento, punidos ?
- Retirá-lo do cargo, agora, sob risco de fortalecer Andres Sanches ou abrir espaço para o “171 do Vale do Paraíba” em eleições que seriam realizadas de maneira indireta pelo Conselho ?
- Esperar até o final do mandato do atual presidente, mesmo após flagrado em desvio de conduta, para que a escolha dos novos mandatários ocorra, democraticamente, pela votação de associados ?
Até o momento, o único documento independente (protocolado há mais de uma semana) foi do associado Rolando Wohlers, o Ciborg, indeferido pelo Presidente do Conselho, o desembargador Guilherme Strenger, sob alegação de que esse tipo de decisão não fazia parte de suas atribuições.
Tratava-se de exigir o afastamento sumário de toda a diretoria (sem impeachment).
Presidente do Conselho nega pedido de afastamento sumário de Presidente do Corinthians
Há defensores de todas as hipóteses, pelos mais variados interesses, que devem ser, com absoluta calma, analisados, porque da decisão final dependerá o futuro do Sport Club Corinthians Paulista, que, devido às últimas (e desastrosas) gestões, de qualquer maneira, não será nada fácil de ser administrado.

Paulinho deixe de falar mal do que voce nao entende!!!!