Derrota do futebol feminino serve de alerta à realidade da modalidade

martafifa

Diferentemente de anos anteriores, a Seleção de Futebol feminino do Brasil não chegou aos Jogos Olímpicos como favorita, fruto de atuações inconstantes em amistosos e campeonatos disputados, recentemente.

Porém, durante o torneio, em clara superação estimulada pelo desejo das mais veteranas em encerrar o ciclo da carreira com vitória, e das iniciantes em entrar para a história com a conquista de medalha olímpica, as brasileiras jogaram mais do que podiam, por algum tempo.

Encantaram os torcedores, mas o limite chegou.

São amplamente conhecidos das adversárias os pontos fortes do elenco brasileiro, razão pela qual, a cada ano, tirando uma ou outra partida mais inspirada, nossas jogadores tem sido marcadas com mais facilidade.

Falta renovação, política de esporte e administração competente da CBF.

A derrota nos Jogos, apesar de triste, serviu para evitar que a poeira da mentira encobrisse a verdade do descaso de nossos dirigentes com o futebol feminino.

No Brasil, os campeonatos são medíocres (quando existem), as jogadoras, em regra, sobrevivem no limite da miséria financeira, e, ainda assim, são usadas (sempre em períodos midiáticos, como Olimpíadas e Mundiais) para a promoção de cartolas, como Marco Aurélio Cunha (responsável pela Seleção, na CBF), em verdade incompetentes e aproveitadores sorridentes da desgraça esportiva de toda uma geração.

Milagres como o fenômeno Marta (cinco vezes eleita a melhor do mundo) e a excepcional Formiga, símbolo máximo de entrega ao esporte são fruto de seus próprios esforços, desamparadas que foram no início de carreira, acolhidas apenas ao se tornarem, involuntariamente, objetos de cobiça da cartolagem.

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