Presidente do Corinthians lava as mãos no escândalo da base

renovação e transparência

“Nada, nem mesmo um alfinete, entra ou sai do Corinthians sem que o Andres Sanches receba comissão. No mundo dos empresários é conhecido como Taxinha”

(DIMITRIZ TZALAS, o “Grego”, empresário de futebol, em conversa com este jornalista, reiterada ao associado alvinegro, Rolando Wholers, o Ciborg, e ao repórter da Record, Gilberto Nascimento)

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Em nota, o presidente do Corinthians, Roberto “Da Nova” Andrade, enfim, posicionou-se sobre o escândalo da base alvinegra, em que dirigentes e conselheiros de sua própria gestão foram flagrados em negociatas de jogadores e desvio de dinheiro do clube.

Melhor seria, pelo teor da resposta, ter permanecido calado.

Sumiu o discurso de vitimização, mas, assim como Pôncio Pilatos, faltou coragem para punir os infratores, até porque, convenhamos, se o fizesse colocaria em risco a própria cabeça.

Roberto publicou:

“A Presidência do Sport Club Corinthians Paulista informa que encaminhou, nesta terça-feira (03), à Comissão de Ética do Conselho Deliberativo todo o material levantado a respeito dos últimos acontecimentos envolvendo o Departamento de Formação de Atletas do Clube, a fim de que sejam apuradas as responsabilidades visando ao completo esclarecimento do assunto.”

Não é o suficiente.

Há, nos bastidores, uma grande mobilização da gestão no intuíto de salvar a pele de Eduardo “Gaguinho” Ferreira, diretor de futebol, que teve participação essencial no episódio: foi o único a dispor de documento assinado com papel timbrado do clube, ou seja, sem a sua ordem, nenhum negócio seria finalizado.

Explica-se: conforme frase que relembramos no início da matéria, o nome por detrás de Edu é o deputado federal Andres Sanches (PT), ex-mandatário do Corinthians, provável, em tendo sido divididos os valores das negociatas explicitadas, recebedor final de parte dos recursos.

Tanto Gaguinho, quanto Fábio Barrozo, Mané da Carne, Onofre e outros partícipes da sacanagem, por ação ou omissão, são, em exemplo, vendedores menores, que trabalham por comissão para o “dono” do negócio faturar.

Roberto Andrade, desde sempre, sabe disso, e não pode, por diversos fatores, entre os quais falta de coragem e conivência, tomar a lógica atitude do afastamento dos nomes até o final das apurações.

Repassou a responsabilidade para um conselho de Ética contaminado por nomes ligados ao grupo que comanda o Timão há quase dez anos, que, entre tantos casos de desvios de conduta, nunca, em momento algum, puniu alguém com severidade.

Até mesmo seu vice, Jorge Kalil, diz à imprensa que brigou, verbalmente, com os desviadores, mas, em verdade, temeroso, não formalizou nenhum ato administrativo, mínimo (mesmo, confessadamente, há algum tempo já sabendo do problema).

Se o Corinthians não acionar o Ministério Público e os órgãos policiais seguirá desmoralizado, sendo apontado como clube que dá guarida a marginais, como, em passado recente, ocorreu no empréstimo tomado para evitar a prisão de quatro dirigentes indiciados por fraude fiscal, também com recursos alvinegros.

Enquanto isso, impunes, Eduardo Ferreira segue contratando (embolsando ?), (repassando?), no Departamento de Futebol profissional, enquanto Mané da Carne e seus semelhantes, fazem negócios diversos no clube, única e inesgotável fonte de renda do baixo clero alvinegro.

EM TEMPO: Tio Augusto e Nei, funcionários da base alvinegra que Andres Sanches queria demitir, decidiram colaborar com as investigações, e devem fornecer documentos ao Comitê de Ética (que ficará em sinuca de bico) que podem abalar boa parte do Parque São Jorge.

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