A cusparada do global José de Abreu

Centenas de leitores deste espaço pedem nosso comentário a respeito da cusparada que o ator global José de Abreu proferiu em gente que, aparentemente, o admoestava em local público sobre questões de opinião política.
Neste Brasil da intolerância, o artista tem demonstrado, principalmente em mídias sociais, hábitos absolutamente repugnantes no tratamento com opiniões contrárias, elencando respostas de baixo nível, calão e destilando ignorância.
Certamente deve ter sido, no referido episódio, vítima do que também pratica, o que, por certo, não justifica contragolpe em tão baixo padrão.
Os “atingidos” não devem ter se portado como “santos”, mas deveriam ter sido ignorados, ou, talvez, denunciados (em caso de excessos) às autoridades competentes.
A cusparada proferida por pessoa pública, e relevante, mesmo contra imbecis, é sempre um equívoco que trata por nivelar o agressor ao agredido.
Este é caso de Jean Wyllis, que tinha absoluta razão ao se indignar contra um deplorável afago a torturador realizado pelo execrável Jair Bolsonaro, mas a perdeu ao descer para brigar no esgoto moral do referido parlamentar.
José de Abreu é espécie de Bolsonaro da esquerda, “cuspidor” mais de bobagens do que saliva, e que, no episódio referido, apenas manteve seu padrão de intolerância e falta de comportamento adequado em sociedade.

