Os estranhos números do DataFolha

Nos últimos finais de ano, quando todos os quarteirões da Av. Paulista ficam tomados, estimatívas do DataFolha costumam garantir entre um e dois milhões de pessoas presentes ao local.
Durante as manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (do qual a FOLHA, em Editorial, já se declarou contrária), o mesmo volume de pessoas é avaliado, quando muito, em quatrocentos e tantos mil.
Agora, que o país nitidamente repudia as ações criminosas do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, seja as realizadas durante seu Governo ou as práticas para impedir as investigações da Operação Lava Jato (que comprometem toda a “companheirada”), novos números do DataFolha surgem, e impressionam.
Segundo o Instituto, Lula e Marina Silva lideram a corrida eleitoral (a FOLHA já se manifestou favorável à antecipação das Eleições), e o petista, ainda, teria sido avaliado por 40% da população como “melhor presidente da história do Brasil”.
A desconexão com a realidade, em todos os casos citados, é evidente, e precisa ser melhor avaliada, não apenas pelo consumidor final, mas também por executivos da empresa, que, mesmo os desejosos pela continuidade do atual Governo (ou de seus correlatos), não podem, sob risco de suicídio empresarial, aprovar possíveis desvios de conduta que, de alguma maneira, coloquem em risco a credibilidade do órgão de pesquisas.
