Coração de Calleri

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“Eu tinha contrato com o Boca e queria ficar para jogar a Copa [Libertadores]. O fato de [do treinador Edgardo] Bauza ter me chamado para defender o São Paulo foi muito importante pelo fato dele se preocupar tanto em me contratar”

“Não queria sair e eles sabem disso. Queria lutar, mas o clube decidiu me vender. Seria muito estranho enfrentar o Boca na Libertadores, porque deixei uma parte do meu coração lá”

“Vou lutar por meu espaço neste grande clube. Chego com muita gana e expectativas, espero dar o melhor de mim”.

As declarações de Calleri, recém contratado pelo São Paulo, que demonstram raro amor por um clube de futebol, ainda mais em tempos que o sentimento, na profissão, é desestimulado por empresários e dirigentes, estão sendo tratadas de maneira equivocada por parte da torcida Tricolor.

Há quem diga: “desmereceu o clube…”.

Não é verdade.

Em exemplo, Carlitos Tevez, quando de sua chegada ao Corinthians, declarou-se apaixonado pelo Boca Juniors, mas, nem por isso, deixou de se dedicar ao alvinegro, tornando-se um dos maiores ídolos de sua história.

Calleri demonstrou, em suas palavras, postura de gratidão a respeito, além do sentimento descrito, que, se o torcedor souber avaliar com mais inteligência, deve ser tratada como promissora (se associada a bom desempenho futebolístico) para o São Paulo.

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