Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

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apito limpo

“Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais”.

Bob Marley

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Falou Bobagem

Demonstrando soberba, respondendo à pergunta “se é legal bater um tiro livre direto, metros atrás” (fato ocorrido na contenda Atlético-PR x Palmeiras, arbitrada por Dewson Fernando Freitas da Silva), Sérgio Correia da Silva, presidente da CA-CBF, sem tremeluzir, afirmou que sim. Sua concordância explicitou e explicita seu desrespeito para com os textos das leis do jogo, e, aclara a razão do baixo nível técnico e disciplinar, apresentado por seus comandados, principalmente os FIFA, que, certamente, o fazem, para garantir escalas e permanência no Status Quo. Este comportar em meu entender é uma das provas da submissão às aspirações dos dirigentes

Consolado

Tanto quanto muito de seus pares que agrediram as leis do jogo, contudo, obedeceram às orientações do chefete; Dewson de F. F. da Silva, foi galardoado para arbitrar a contenda Flamengo x Ponte Preta no domingo 22/11

Conclusão

O árbitro verdadeiramente independente, salvo uma ou outra, continuará não sendo escalado

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35 ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2015

Domingo 15/11

Cruzeiro 3 x 0 Sport

Árbitro: Marielson Alves Silva (CBF1-BA)

Item Técnico

Interpretações desiguais

a-         Na segunda etapa, o resultado da contenda apontava 0x0, quando o árbitro, zanzou e feio por ter agredido a lei do jogo, sinalizando penalidade máxima favorável a equipe cruzeirense, após o cabeceio na redonda desferido por seu atleta Manoel, ter tocado na mão um dos defensores da equipe do Sport. Penalidade cobrada por Willians, resultando no primeiro gol da equipe mineira.

 

b-        Ressalto que na primeira etapa ocorreu lance idêntico na área defensiva do Cruzeiro, após André ter cruzado a redonda, e, ter batido na mão de um dos oponentes.

Item Disciplinar

Meia boca

Arremate

A equipe do Sport Clube Recife saiu no prejuízo

Quarta Feira 18/11

Avaí 2 x 1 Joinvile

Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (FIFA-SP)

Assistente 01: Cleriston Clay Barreto (FIFA-SE)

Assistente 02: Vicente Romano Neto (ESP2-SP)

Item Técnico

Luiz Flávio de Oliveira, esteve bem. O erro, se assim considerarmos, foi ter atendido o assistente 01, no momento em que apontou impedimento, em lance difícil, ao mesmo tempo, legal, do ataque da equipe da casa, findado, com a bola no fundo da rede curitibana

Item Disciplinar

Normal

Destaque

A caída ao solo do assistente: 02, no momento que, corretamente, virou seu corpo e apontou o centro de campo, admitindo para o árbitro, que a bola ultrapassou a linha de meta da equipe da casa

Ponte Preta 0 x 1 Figueirense

Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (ESP1-AL)

Item Técnico

Influiu no resultado por ter sinalizado penalidade máxima favorável à equipe do Figueirense, quando do choque da bola, no rosto de um dos defensores da equipe da Ponte Preta, ocorrido rente à linha de fundo, lado direito do ataque da equipe visitante, após cruzamento efetuado por Clayton. Penalidade cobrada e convertida por Clayton, no tento da vitória de sua equipe

Item Disciplinar

Como sempre! Fraquinho, pacas

Atlético-PR x Palmeiras

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (FIFA-PA)

Assistente 01: Marcio Gleidson Correia Dias (ASP FIFA-PA)

Assistente 02: Helcio Araujo Neves (CBF2- PA)

Item Técnico

a – O tento de empate do Palmeiras (1 x 1) marcado por Robinho, ocorreu após seu consorte Jesus Gabriel, ter dominado a redonda com os dois braços, sendo que, o último toque, ocorreu com o braço direito esticado pra frente, na altura de seu ombro, em meu entender, altura suficiente para que o árbitro ou o assistente: 01 notasse o acontecido

b – O gole de empate (2×2) da equipe atleticana, ocorreu , após cobrança de falta, com a bola colocada por volta de seis metros atrás, fator que favoreceu e muito ao ataque da equipe da casa

Observação

Em relação ao segundo tento do Atlético, sua irregularidade é fundamentada na Regra 13, no item: Tiro livre direto fora da área, que diz: O tiro livre será executado do local onde ocorrer à infração ou do local onde se encontrava a bola quando ela ocorreu

Item Disciplinar

Menos que meia boca

Conclusão

Péssimo trabalho desenvolvido por um dos outrora promissores árbitros que se deixaram influenciar por orientações descabidas, emanadas do presidente da CA-CBF Sergio Correia da Silva e assessores

5ª Feira 19/11

Vasco Da Gama 1 x 1 Corinthians

Árbitro: Anderson Daronco (FIFA-RS)

Assistente 01: Alessandro A Rocha de Matos (FIFA-BA)

Assistente 02: Fabiano da Silva Ramires (ESP2-ES)

Item Técnico

Trabalho normal desenvolvido pelo árbitro, como também, por seus assistentes

Disciplinar

Cartões amarelo, assim como, o vermelho; corretamente aplicados

Eliminatórias Sul-Americanas – 2.018

Quarta Rodada – Terça feira 17/11

Brasil 3 x 0 Peru

Árbitro: José Hermando Buitrago (FIFA- COL)

Item Técnico

Boa parte das faltas que sinalizou, o fez, com atraso, sequencialmente, deixou de sinalizar outras; estes fatores inspiraram duvidas entre os litigantes

Item Disciplinar

Minutos após ter advertido e corretamente, Neymar com cartão amarelo, acovardou-se, por não ter dado o segundo, seguido do vermelho, por falta análoga

Concluindo

Pouco exigido, mesmo assim, desempenho fraquíssimo

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Política

CENSURA- ESBULHO E CULTO AO FURTO

Empresas fecham as portas, 3 mil trabalhadores perdem o emprego a cada dia, a inflação atinge o segundo dígito, o crédito externo desce como a lama tóxica das represas de rejeito da Samarco (São Marcos, como diria Dilma Rousseff em mais um lapsus linguae de mulher sapiens), que mata e esteriliza as margens do Rio Doce. É a tempestade completa? Parece que não: vêm aí a censura de volta, o esbulho da propriedade intelectual individual e não um mero incentivo ao crime, mas a apologia e o culto ao furto, a exaltação da corrupção impune e anistiada. O legado do lulodilmopetismo ainda está por se completar.

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O caro leitor deve estar lembrado de dona Solange, a censora soturna que simbolizou durante a ditadura militar a interdição da dissidência, a negação do contraditório, a imposição do pensamento único. Ela está de volta na lei que assegura a honra imaculada de quem não a tem. A censora-símbolo reencarnou no senador Roberto Requião (PMDB-PR), cujo projeto sancionado pela presidente extingue a exceção da verdade, que, em tempos de democracia, é a única garantia da livre exposição de malfeitos para conhecimento do cidadão, que paga a conta e o pato. Ao fazê-la sumir, o nobre parlamentar extingue o acesso do cidadão à plena verdade e ao pluralismo de opinião, sem os quais não há liberdade de expressão nem plena vigência do Estado Democrático de Direito.

A nova lei é oportunista, mas também resulta da preguiça, da inércia e da soberba da sociedade civil, que não cuidou de encaminhar ao Congresso um texto legal rigoroso para punir profissionais da comunicação que abusem da liberdade de expressão para enxovalhar de forma criminosa a reputação de inocentes. Um direito de resposta digno desse nome deveria ter sido levado à aprovação dos legisladores em qualquer das muitas oportunidades em que a Lei de Imprensa, entulho autoritário da ditadura, foi jogada no lixo da História. Ao garantir a honra alheia, essa iniciativa impediria a introdução do vírus censório revanchista de Requião no vácuo legal.

Aprovada na pior legislatura de todos os tempos e sancionada pelo mais impopular dos presidentes, a lei introduziu num ambiente judicial lerdo prazos draconianos: 24 horas para veículo de comunicação se explicar e três dias para juiz sentenciar. Num ambiente de absurda lentidão processual para a maioria, o Legislativo – que, em vez de representar a cidadania, a envergonha – restabelece o rito sumário das tiranias em benefício próprio. Não à toa, o primeiro a recorrer a ela foi o notório Eduardo Cunha.

Dilma, que definiu a liberdade de imprensa como “pedra fundadora da democracia”, vetou um absurdo, mas deixou que a sutil confusão entre ofensa e calúnia fizesse de sua metáfora mineral uma lápide.

Só resta ao cidadão contar com a coerência do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem podado com perseverança os brotos de joio que adeptos da mais recente voga totalitária, o bolivarianismo, têm tentado semear em meio ao trigal.

O STF é também a última esperança que artistas têm de evitar outra tentativa do Estado de estrangular seus direitos de propriedade intelectual. Hoje os ministros começam a julgar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade n.ºs 5.062 e 5.065 contra a Lei 12.853, aprovada a toque de caixa por um Congresso desavisado e assediado por lobistas. Estes conseguiram com rapidez inédita em tramitação de leis (48 horas) estabelecer o controle do Estado sobre bens e direitos privados de autores, compositores, artistas e produtores culturais.

Essa lei – entusiasticamente apoiada por um grupo de celebridades da produção cultural que teve no Supremo derrotada sua pretensão de censurar biografias não autorizadas – força entidades privadas dos artistas existentes há mais de 50 anos a obter autorização do Estado para funcionarem e gerirem seus recursos. E as obriga a ceder os próprios bancos de dados à autoridade, violando a privacidade de seus sócios.

Um comissariado do Ministério da Cultura, composto por militantes da internet livre e outras castas de dirigistas culturais, arbitrará dúvidas de propriedade intelectual. E controlará o uso de bens individuais por entidades privadas, atropelando o princípio constitucional que garante aos autores o exclusivo direito sobre suas obras, inclusive o de geri-las.

Enquanto essa discussão só começa no Judiciário, o Legislativo aprova, com pressa inusitada, lei que autoriza a repatriação de recursos ilícitos depositados no exterior. Neste caso, mais do que incentivo ao crime, há o culto ao furto – da motivação à tributação. Incapaz de gerir sua máquina de moer recursos públicos, o governo vê na oferta de anistia a dinheiro cujo “usufrutuário” não tem como provar a origem uma fonte de recursos para tapar o rombo produzido em suas contas por irresponsabilidade sem freios e gastança sem fundo.

O senso comum não recomenda os delírios febris de arrecadação imaginados por Joaquim Levy com a anistia dada pelo relator, deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), conhecido em nosso Estado, a Paraíba, pela sugestiva alcunha de Mané Pistoleiro. É irrealismo demais sonhar que alguém traga de volta recursos em moeda forte guardados em bancos confiáveis para a tormenta de uma crise sem bonança à vista, e sob gestão descontrolada de quem por incúria a gerou.

Para além do delírio, há, porém, uma questão de justiça óbvia que congressistas comprados por pixulecos orçamentários fazem questão de desconhecer. Que consequências trará o desprezo desumano e desonesto por quem cumpriu à risca suas obrigações fiscais – quase todos os contribuintes – neste vertiginoso desabamento da arrecadação pelo Fisco?

Dilma mentiu mais uma vez ao jurar amor incondicional à liberdade de expressão, seu governo patrocina o esbulho pela patrulha cultural do direito autoral e condecora sonegadores como heróis da saída do Tesouro do pré-sal. Que chances terá de convencer os bons pagadores a cortarem os pulsos?

Autoria do jornalista, poeta e escritor: José Nêumanne Filho

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Finalizando

“Agradeço por não ser uma das rodas do poder, mas sim uma das criaturas que são esmagadas por elas.”

Rabindranath Tagore

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP- 21/11/2015

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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