O previsível desfecho do caso Pato
O jogador Alexandre Pato ingressou, em 09 de junho (terça-feira), na Justiça do Trabalho para cobrar os quase nove meses de salários atrasados (disfarçados de “direitos de imagem) do Corinthians.
A ação exige, também, a rescisão de contrato com o Timão, sem que o clube nada receba, em contrapartida.
Tudo indica, o atleta deve obter êxito.
É assim, pelo menos, que tem agido o judiciário nessas questões.
O clube somente se livraria desse desfecho se comprovasse, documentalmente, os pagamentos.
Além do prejuízo moral (mais um), o Timão perderá os R$ 40 milhões investidos na aquisição do atacante, acrescidos doutras cobranças, que, somadas ao que já foi gasto desde 2013 (salários, etc) com o atleta (inclusive para que jogasse pelo rival, São Paulo), perfazem uma conta próxima de R$ 70 milhões.
Vale lembrar que o Milan, a princípio, havia concordado em emprestar Pato sem custos ao Corinthians, apenas em troco do pagamento de salários.
Depois, por pressão de intermediários, da Nike e de dirigentes alvinegros, o clube aceitou pagar R$ 40 milhões aos italianos por 100% do jogador.
Porém, ainda nessa transação, o Timão cedeu, sob a desculpa de pagamento de luvas, R$ 16 milhões do montante para Alexandre Pato (40% do negócio), que, segundo informações, teria sido o valor dividido (via Miami), entre as partes.
Andres Sanches, Roberto “da Nova” Andrade e Duílio “do bingo” foram os dirigentes do Corinthians envolvidos em todas as tratativas.
É deles que torcedores, associados e conselheiros devem exigir, no mínimo, explicações, por mais esta perda, grave, de patrimônio.


