“Não me incomode! Nada tenho a ver com isso”, diz presidente da ACEESP após receber denúncia de treinador extorquido por jornalistas

luis ademar

O leitor desde espaço, há algum tempo, vem acompanhando diversas denúncias de corrupção, extorsão, entre outros crimes, cometidos pelo site “Futebol Interior”, de propriedade dos “jornalistas” Arthur Eugênio Mathias, Elcio Paiola e Edgard Soares.

Entre as vítimas está o treinador do Guaratinguetá, João Telê.

Temos cobrado, também, a ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), que, apesar de em passado recente (durante a gestão Capriotti/Quartarollo), ter expulsado os proprietários do portal, desde que o presidente atual, Luis Ademar (SPORTV), assumiu o cargo, voltou a credenciar profissionais que prestam serviço aos referidos.

Ou seja, é conivente com a situação.

Ontem, durante todo o dia, João Telê trocou mensagens com Luis Ademar, enviou-lhe diversas provas sobre os crimes cometidos pelo “Futebol Interior”, solicitando que providências fossem adotadas pela ACEESP.

Recebeu, porém, respostas absolutamente lamentáveis:

“Não tenho nada a ver com seus problemas. Esse cara (Artur Eugênio) sequer é sócio de nossa Associação”.

“Se você tem problemas com o Futebol Interior, resolva na Justiça”.

“Amigo, se continuar a me incomodando vou te bloquear, Ok?”

“Seu problema com o Futebol Interior é seu, não meu.”

“Nada a respeito do tal Artur é da minha conta”

“Peço apenas que não me incomode com seus problemas com o Futebol Interior”.

“Vá a Justiça, ao Sindicato e procure seus direitos. Não tenho nada a ver com isso.”

É esse o nível do presidente de uma entidade que deveria trabalhar para impedir a desmoralização da classe de cronistas esportivos, no mínimo, como ocorreu na gestão anterior, abrindo sindicância para investigação das denúncias (gravíssimas e fartas em provas), impedindo, ainda, que profissionais de um site claramente criminoso recebessem credenciais para atuar nos estádios brasileiros.

Dizer que os donos do Futebol Interior “não são sócios” é dissimular sobre o que não tem a menor importância (ser sócio), mascarando o comércio de “carteirinhas” da entidade, que permitem aos prepostos dos referidos, mesmo sem ligação efetiva com a ACEESP, trabalharem sob autorização da mesma.

Ao negar-se, de maneira rude e deseducada, a atender denúncia grave dos desvios de conduta dos jornalistas, Luis Ademar (que não se constrange em exercer cargo classista concomitantemente ao emprego numa emissora de TV, nem em concorrer à premiações (vergonhosas) da entidade que preside) se esqueceu que João Telê não conversava com a pessoa física, mas sim com o presidente da ACEESP, que, apesar de ser o que é, tem por obrigação (foi eleito para isso) atender esse tipo de solicitação.

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