Em crise, WTORRE assina R$ 50 milhões em Notas Promissórias para quitar debentures vencidas

walter torre

Alvo de investigação da Operação Lava-Jato, suspeita que é de pagar propina aos petistas Antonio Palocci e José Dirceu, além de fraudar a licitação da Estaleiro Rio Grande, com a conivência da então conselheira da Petrobras, Dilma Rousseff, a WTORRE, sem poder se escorar no Governo, enfrenta grave crise financeira.

Entre diversos empreendimentos, a construtora ergueu a Arena Palestra, sem dinheiro, bancado, integralmente, por empréstimos e emissões de debentures.

Ou seja, assim como ocorre com o Corinthians (que deve para a Odebrecht), a WTORRE, se não pagar seus credores, perderá direitos sobre o estádio, que, inclusive, foi dado em garantia das operações.

O Palmeiras que se cuide…

No último dia 12 de maio de 2015, às 9 horas, em reunião realizada na sede da construtora, os acionistas, presididos por Walter Torre Junior, foram informados de que precisariam, com urgência, levantar R$ 50 milhões para quitar debentures que estavam por vencer.

O credor é o Banco Bradesco.

Decidiu-se, então, pela emissão de 50 notas promissórias, no valor de R$ 1 milhão cada (totalizando os R$ 50 milhões) que, assinadas pela empresa, ficarão sob custódia da Itaú Corretora de Valores.

O vencimento será de 180 dias.

Além de ser obrigada a arcar com o pagamento de juros de mercado sobre a operação, a WTORRE teve, também, que deixar, além dos documentos descritos, alguns imóveis em garantia, demonstrando que a assinatura da empresa não possui a credibilidade alardeada.

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