Corinthians: a Piovesan o que é de Piovesan

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Em recente coluna no Estadão, o ótimo jornalista, Antero Greco, destacou o acerto da diretoria do Corinthians ao não aceitar pagar os R$ 18 milhões de luvas por Guerrero, encerrando qualquer possibilidade de permanência do atacante.

Não pelo fato do peruano desmerecer a quantia (merece), mas porque o clube, quebrado financeiramente, não pode pagar.

Mas há a necessidade, porém, de destacar quem, de fato, a contragosto do presidente Roberto “da Nova” Andrade, bateu o pé e ordenou a não renovação.

Trata-se do diretor financeiro Emerson Piovesan, que, no mesmo dia do anuncio que o clube não gastaria mais do que poderia pagar, de maneira sincera, deixou claro que as contas herdadas das gestões Andres Sanches e Mario Gobbi são muito piores (em volume e condição de pagar) do que as deixadas por Alberto Dualib.

Vale lembrar que tanto o atual presidente do Corinthians, como seus antecessores, em 2007, subscreveram manifesto demonizando a dívida da gestão Dualib (que, sem contar o estádio, era dez vezes menor do que a atual – produzida em apenas sete anos), tratando-a como “impagável”.

Voltando ao assunto “Guerrero”, Roberto Andrade, em ato irresponsável, prometeu ao jogador (e também a torcedores e associados do clube) que a renovação era garantida, embasado em hábitos de rolamento de dívidas, que Piovesan, de maneira correta, assim que assumiu a direção financeira, tratou de cortar.

Se estivesse “solto” na gestão, e menos amedrontado (a situação política e criminal do mentor Andres Sanches tem criado insegurança), o atual presidente alvinegro repetiria as atitudes que iniciaram seu mandato, onerando o clube em R$ 24 milhões anuais apenas para o pagamento de três jogadores que pouco acrescentam (Vagner Love, Cristian e Edu Dracena), sem contar o legado que já havia deixado enquanto ocupou, desastrosamente, a pasta do futebol, em que atletas como Rodriguinho e Pato (este um escândalo, por absurdos R$ 40 milhões – sem contar os vencimentos mensais) ajudaram a enterrar ainda mais as finanças alvinegras.

Desta vez, porém, diferentemente do permissivo (e agora “arrependido” de ocasião) responsável anterior pelo Caixa alvinegro, Raul Corrêa da Silva, com quem cometeu, ao lado de Andres Sanches e André Negão, crime fiscal imperdoável (elevando a dívida ainda mais), Roberto “da Nova” encontrou um freio, que obedece mais por desespero do que desejo de fazer as coisas de maneira diferente.

A dívida do Corinthians, quase R$ 400 milhões (sem contar a condenação no CARF, que elevará o montante a quase R$ 800 milhões), além de R$ 1,2 bilhão do estádio, que nas condições acertadas por Andres Sanches (R$ 5 milhões mensais em 2015, e, a partir de 2016. R$ 10 milhões), inviável de ser sanada, somente não está ainda pior pela ação profissional de Emerson Piovesan.

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