O estranho desejo da FPF de pagar R$ 2,5 milhões por camarotes que utiliza de graça no “Fielzão”
O novo presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, além de extremamente próximo, em amizade e atitudes, do ex-presidente do Corinthians, Andres Sanches, sempre foi conhecido nos bastidores do esporte – principalmente entre os clubes de menor porte – como “negociador” de arbitragens (no pior sentido do termo).
Em “esperta” amarração de contratos, o agora Deputado Federal pelo PT, além de responsável pela comercialização de tudo que se refere ao “Fielzão”, é também representante, com direito a voto, dos interesses da construtora no negócio.
Ou seja, o Corinthians, mesmo que quisesse, não poderia afastar Sanches do estádio.
Eis que, mesmo sabedora de que todos os seus dirigentes nunca foram barrados em qualquer evento realizado pelo Corinthians (na verdade, mesmo quando não convidados são recebidos com honras de estado), sempre fazendo uso da gratuidade, a Federação Paulista de Futebol decidiu comprar dois camarotes no Fielzão.
O orçamento já foi enviado, e o preço cobrado é de R$ 2,5 milhões (R$ 1,25 milhão cada).
Levando-se em consideração que a FPF e seus convidados, sem colocar a mão no bolso, teria direito a utilizar os espaços que agora pretende comprar, e que o dinheiro da entidade, em tese, pertence a todos os outros clubes filiados (que também possuem camarotes – cada qual no seu padrão – sem propostas da entidade), fica difícil não acreditar em favorecimento (ao clube e também ao amigo Andres Sanches).
EM TEMPO: para deixar claro, a iniciativa de cobrança não partiu da diretoria do Corinthians (o que seria acertado), mas a de pagamento, com intermediação de Andres Sanches, (compra de camarotes) da Federação Paulista de Futebol.

