Em 2000, Carlos “Nei” Nujud, braço direito de Roberto “da Nova” Andrade, foi desmascarado pela revista Placar
Revelamos, dias atrás, que o nome escolhido pela chapa “Renovação e Transparência”, do candidato Roberto “Da Nova’ Andrade, para chefiar o departamento de futebol alvinegro em caso de vitória nas eleições será o de Carlos “Nei” Nujud, sócio do dirigente.
Em dezembro de 2000, a revista PLACAR, em matéria nominada “Urubus da Fiel”, demonstrou bem o que isso significa.
Traições, intrigas e incompetência que levaram ao desmanche de uma equipe que saiu da glória de um campeonato mundial para a última colocação da Copa João Havelange, que, por sorte, não previa rebaixamento:
Destacamos abaixo trechos da reportagem assinada por Fábio Volpe, que revelam hábitos e costumes de Nujud, como cartola
A diretoria do clube (Nujud), que enfiou os pés pelas mãos na hora de administrar a renovação do elenco, é muito mais responsável pela tragédia na Copa Havelange.
Aqui está uma seleção de histórias que mostram bem as ligações perigosas entre Gaviões e o Corinthians (dirigentes).
CASO RINCON
Quando o jogador deixou o clube foi taxado de mercenário: “O Santos não pagou mais”, disse Rincón à Placar na época, garantindo ter saído devido a atritos com o diretor de futebol do Corinthians, Carlos “Nei” Nujud.
A maioria dos corinthianos não engoliu essa justificativa.
No final do jogo (Corinthians e Santos, em que os Gaviões tratavam o ídolo alvinegro como mercenário), Rincón encontrou Dentinho nos vestiários e disse que gostaria de falar com ele.
No dia seguinte ligou para o presidente dos Gaviões e expôs os motivos de sua saída: “a diretoria (Nujud) vendeu que ele exigia salário”, diz o torcedor.
A partir de então, os Gaviões, que renegavam o capitão do título mais importante da história do Corinthians, trocaram de vilão. Sobrou para Nei Nujud, que passou a pagar o pato por tudo o que ocorria no clube.
“ORGANIZADA” TROCA TREINADOR DO CORINTHIANS NA GESTÃO NUJUD
Segundo Irio Dias (presidente da Camisa 12), na época da saída do treinador Oswaldo de Oliveira o diretor Nei Nujud procurou os torcedores para discutir a escolha do substituto:
“O Nei falou: “Tem três opções, Eu vou botar as opções e gostaria de saber quem é.””.
A Camisa 12 queria Leão, que não estava na lista. O candidato número 1 dos Gaviões, Felipão, era um dos três nomes, mas o treinador não aceitava ir para o Corinthians. Vadão, a segunda opção da Fiel, foi o escolhido.
Nei negava (à imprensa) ter consultado os torcedores.
A prova definitiva é que no dia 14 de junho, dez dias antes da confirmação de Vadão como o novo técnico e véspera da demissão de Oswaldo de Oliveira, Dentinho declarava: “Apesar de a Diretoria (Nujud) estar desmentindo, eles já contrataram o Oswaldo Alvarez para o lugar de Oswaldo de Oliveira”.
A forma amadora como os cartolas agiram, preocupando-se mais em apontar um nome que agradasse à arquibancada do que alguém para se enquadrar num projeto de trabalho, se é que isso existe no Parque São Jorge, recebe críticas até do próprio Vadão:
“É sempre bom se o treinador que chega agrada a torcida, Mas a diretoria tem que ter autonomia. Se é verdade isso que você está dizendo, é um negócio muito sério”, diz Alvarez.




