Campinense/PB entrará na Justiça após novas evidências de que o Fortaleza teria comprado o CRB, em 2011
Em 2011, diversas imagens de televisão, utilizadas em julgamento do STJD, davam conta de que o CRB/Al havia vendido sua derrota, por quatro a zero, para o Fortaleza/CE, em ação, tudo indica, criminosa, que resultou no rebaixamento do Campinense/PB da Série C para a Série D do Brasileirão.
À ocasião, o julgamento do caso foi ainda mais suspeito, condenando os envolvidos a pagamento de multas, pela entrega de resultado, mas não restituindo o direito da equipe paraibana.
O tempo passou e um novo fato estimulou o Campinense, segundo fontes locais, a pedir reabertura das investigações.
Discussão acalorada, durante a semana, em programa de rádio local, entre o vice-presidente do Fortaleza, Daniel Frota e o atual candidato a presidência do clube, Jorge Mota, à época dos fatos dirigente do clube, insinuou, novamente, a entrega do resultado e os procedimentos tomados para evitar a punição, no STJD, da equipe cearense.
“Se ele tiver coragem, ele diga. E não é coisa mal feita, não. Porque eu não perdi prazo de penta, não. Paguei e está lá o dinheiro do depósito direitinho. Se ele tiver coragem de dizer porque eu não vou atrás… Se ele souber, ele sabe, porque eu não vou atrás. Porque nós devemos um favor enorme a uma pessoa que nós já pedimos uma coisa.”
“E eu não posso pedir a uma pessoa um favor do tamanho que nós devemos. A história é essa. Se não fosse por isso, o Fortaleza tinha caído pra Série D. Não tínhamos ficado na Série C. Nós tínhamos caído pra Série D. Não caiu, porque alguém nos ajudou, e muito. E essa pessoa que nos ajudou e muito, eu não posso pedir nenhum favor a mais. Porque o favor que ele fez foi demais para gente.”
As palavras acima, proferidas por Jorge Mota, cairam como uma bomba na Paraíba, e podem dar novos rumos às discussões, que já eram dadas como encerradas, de mais um campeonato suspeito organizado pela CBF, três anos após a pizza do STJD, e um ano após o “Caso Lusa”, em que o time de São Paulo, segundo o MP, teria escalado propositalmente um jogador irregular para se auto-rebaixar, a troco de dinheiro para saldar dividas pessoais de seus ex-presidente.

