Aécio Neves era apenas o menos ruim

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O PSDB cometeu grave equívoco ao escolher o Senador Aécio Neves como representante do partido para disputa eleitoral.

Pode, por este motivo, ter jogado por terra uma eleição em que a maioria da população, 88,3 milhões de eleitores, demonstrou nas urnas clara insatisfação com o Governo dominado pelo PT.

Apesar de ter demonstrado a virtude da coragem, além de boa oratória, Aécio não possuía a credibilidade necessária para convencer o povo de que suas idéias (suas ?) seriam, de fato, colocadas em prática após assumir o poder.

E a dúvida, obviamente, gera desconfiança, que termina por justificar a atitude de quase 20 milhões de pessoas, que, mesmo descontentes com Dilma, preferiram votar branco, nulo ou sequer comparecer às sessões de votação.

Tivesse convencido 15% desse eleitorado e o mineiro estaria agora preparando o discurso de posse.

Por falar em Minas, foi em sua terra Natal que parte da derrota Tucana se desenhou, Estado que conhece bens seus hábitos, entre os quais os derivados de grave patologia, que o ex-Governador insiste em não tratar, ocasionando constrangimentos públicos, além das medidas de cerceamento de imprensa local, combatidas em discursos contra os petistas, mas que eram adotadas, também, pelo mineiro enquanto na governança estadual.

Tivessem os Tucanos escolhido um candidato razoavelmente equilibrado e o resultado das urnas teria sido bem diferente.

O PT levou uma eleição em que o povo, apesar de ter quase igualando entre os candidatos os votos contabilizados como oficiais, decidiu, em grande número, entregar os pontos por “WO”, e, mesmo defenestrando os que ocupam atualmente o poder, não sentiram-se estimulados, ou talvez representados, pela opção que restou.

De fato, Aécio estava longe de ser o nome que o Brasil precisa, era, quando muito, a solução menos ruim.

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